terça-feira, 22 de outubro de 2013

FESTA N.S.APARECIDA - 2013

NOVENA E FESTA DE NOSSA SENHORA APARECIDA 2013
TEMA: Com a Mãe Aparecida seguimos Jesus, nossa Luz!
Alegra-te, ó Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo (Lc 1,28)

         Com a realização da Novena do dia 3 a 11 de outubro, a Comunidade católica de Ipeúna preparou-se para a Festa da Padroeira do Brasil, dia 12 de outubro, com carreata saindo da Matriz e percorrendo algumas ruas da cidade, culminando com a Celebração Eucarística e coroação da Imagem.
         Foram momentos de graça, na certeza de que Maria Ssma, através do Evangelho, vem nos exortar a “fazer tudo o Jesus nos disser” (Jo 2,3), sendo que a maior vontade de Deus é que vivamos como irmãos e irmãs e que não haja mais divisão entre nós, entre os povos, raças e nações, para estabelecimento do Reino de Deus.
Maria que foi indispensável para Deus realizar o seu plano de salvação em Cristo continua sendo até que o Reino se estabeleça sobre a terra e chegue o momento glorioso da volta de seu Divino Filho. Por isso veneramos a imagem da Senhora Aparecida para fazer memória da sua constante intercessão, pois um verdadeiro devoto da Virgem Maria, nunca perde o rumo de Deus.
A alegria de Maria é a de todos os povos da Terra. A alegria que nasce do mistério da encarnação do Filho de Deus. O próprio anjo Gabriel vai dizer. “Alegra – te Maria” Nesse anúncio encaminha-se a história da Salvação, que vai culminar no Cristo, na plenitude dos tempos, (Ef.1-10)



Com Maria exultemos que somente à Trindade Santa toda honra, glória e poder pelos séculos sem fim!!!!!






























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terça-feira, 15 de outubro de 2013

AO MESTRE COM CARINHO







Eu me lembro de você, PROFESSOR, eu me lembro e muito. A sua paciência, o seu amor multiplicado por quarenta, na doação sem limites, sem restrições. Mas eu não via, não sentia essas malhas de carinho que me envolviam que me tocavam e se transformavam em luz. Eu recebia, mas não reconhecia você plantou uma semente



dentro de mim, que agora eu sinto, germinou, cresceu, virou botão e floresceu. Mas só agora, quando a distância de você se conta em anos de vida, eu parei para pensar e a sua figura cresceu dentro de mim. Parece até que eu voltei a ouvir a sua voz e senti a sua presença em tudo que fiz, em tudo que vivi. Você foi o pegureiro das minhas ações, das minhas determinações. Foi sua voz que me levantou nas horas difíceis, que me deu novas forcas, que mostrou que cada dia é uma nova renovação... Por ter em mente que um dia serei gente.




Obrigado professor pelas broncas que me deu pois sem elas não poderia chegar até aqui. Obrigado professor por até hoje me aturar apesar das minhas travessuras jamais deixou de me ensinar. Obrigado professor por entrar em meu caminho sempre me tratou com amor e muito carinho. Obrigado professor por sempre me ensinar por isso e outras coisas sempre irei te amar. Obrigado professor por me oferecer alegria, agora curta seu merecido dia. Feliz dia dos Professores!

A todos os professores, em especial da nossa querida cidade de IPEÚNA, com todo carinho  e com minha Benção. DIÀCONO FLORI

"Eduque o jovem no caminho a seguir, e até à velhice ele não se desviará" (pro. 22, 6)

sábado, 5 de outubro de 2013

CIDADE DO VATICANO - ITÁLIA


Congresso Internacional de Catequese 
Cidade do Vaticano – Itália

Realizado no Ano da Fé, de 26 à 29 de Setembro de 2013.


COMVOCADOS A SERMOS DIÁCONOS DA VERDADE...


A catequese deve hoje procurar renovar a forma de transmitir a fé, "com novas abordagens de ensino", através de uma "reformulação de palavras" que facilitem a "compreensão" dos catequizandos, numa adaptação à Nova Evangelização.

            A Igreja embarcou num caminho da Nova Evangelização, a catequese não pode permanecer com as mesmas características do passado, mas deve renovar a sua forma de transmitir a fé, com novas abordagens de ensino, após um diagnóstico sério da situação da fé hoje e como educar, tomando em linha de conta o equilíbrio entre termos bíblicos doutrinais e a necessária reformulação das palavras que facilita a compreensão daqueles que são catequizados, sem trair o seu sentido profundo.

 O secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o arcebispo Octavio Ruiz Arenas, que apresentou o documento final, apontou o mundo digital e as redes sociais como instrumentos que a Igreja deve utilizar para " fazer ouvir a mensagem do Evangelho no mundo contemporâneo".

            Os 1600 participantes, representando 51 países, reunidos desde quinta-feira, na sala Paulo VI, no Vaticano, ouviram dizer que ser catequista é "uma vocação e não um trabalho", que a pessoa transmissora de fé deve "testemunhar permanentemente" essa mesma fé, com "criatividade".

 O mundo de hoje exige dos catequistas uma grande criatividade, simplicidade de vida, espírito de oração, obediência e humildade, renúncia de si mesmo, muita generosidade e autêntica caridade para todos, em particular com os pobres, aponta o arcebispo Octavio Ruiz Arenas.

O congresso pediu aos catequistas um "catecumenato sério", "não só como preparação para o Batismo", mas como um "instrumento capaz de transformar de toda a vida das pessoas".

Os participantes refletiram sobre a existência de "muitas pessoas que dizem não acreditar, desconhecendo o conteúdo da fé" e distanciando-se da Igreja, cabendo, por isso, aos catequistas a "apresentação da pessoa de Cristo" com "clareza", "confiança filial, com alegre segurança, com ardor e com humilde audácia".

O documento sublinha ainda que a catequese deve estar "profundamente unida à liturgia", também que a Igreja é o primeiro "sujeito de evangelização" e que a transmissão de fé deve ser feita com "palavras de vida" e não com "linguagem de simples refrão de sobrevivência". Após a leitura das conclusões, D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, sem anunciar local e data do próximo encontro, referiu que "estes congressos não terminam", e que "temas e ideias" estão a "surgir" para dar continuidade ao trabalho.

Terminado o Congresso Internacional de Catequese, os 1600 catequistas participantes juntam-se aos cerca de 20 mil catequistas para a Peregrinação dos Catequistas, que teve o seu início na manhã do sábado com catequeses em algumas igrejas de Roma.

Durante a tarde os vários grupos são convidados a peregrinar ao túmulo do Apóstolo Pedro para a Professio Fidei, a profissão de fé que cada catequista é convidado a realizar nesta peregrinação.

            Domingo, o Papa Francisco presidiu à Eucaristia que encerrou oficialmente o Congresso Internacional de Catequese dedicado aos catequistas e enquadrado nas comemorações do Ano da Fé.

O Papa não quer catequistas «transformados» em estátuas.

Sem medo. É esta a mensagem do Papa Francisco a centenas de catequistas que se reuniram no Vaticano, no âmbito do congresso internacional dos catequistas.

O apelo à coragem dos catequistas tem como objetivo que estes se desloquem para as periferias e entrem em contanto com outras pessoas.

Não tenham medo de sair. Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde! Se um catequista está sossegado, acaba por ficar uma estátua de museu, e já temos muitas! Nada de estátuas de museu!» salientou o sumo pontífice aos cerca de 1 600 catequistas presentes.

Se um catequista é rígido, torna-se encarquilhado e estéril. Pergunto-vos: algum de vós quer ser covarde, estátua de museu ou estéril? Não? Ainda bem!» reforçou o Papa.

Na sua homilia o Papa deixou-se inspirar pelas palavras do Profeta Amós que diz: “Ai dos que vivem comodamente (…) e não se preocupam dos outros”. Palavras duras – disse o Papa - mas que nos chamam a atenção para o perigo que todos corremos.

O perigo de termos como centro de tudo apenas o nosso bem-estar, sem nos preocuparmos com os outros, com os pobres; o perigo de - tal como o rico citado no Evangelho - perdermos a nossa identidade de pessoa, o nosso rosto humano, e de termos como rosto e como identidade apenas os nossos haveres. Mas porque é que acontece isto, perguntou o Papa, respondendo que isto acontece quando perdemos a memória de Deus:
Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!
          E lançando o olhar à extensa Praça de São Pedro, repleta de catequistas (entre os outros fiéis) o Papa perguntou-se:
Quem é o catequista”?  É aquele que guarda a alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto!
         É belo isto, prosseguiu o Papa, referindo-se a Nossa Senhora que, depois de ter recebido o anuncio do Anjo de que ia ser a mãe de Jesus, soube, de forma humilde e cheia de fé, fazer memória de Deus.
        A fé contém a memória de Deus, da história de Deus conosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem - continuou o Papa, afirmando que “o catequista é precisamente um cristão que põe esta memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade.

 Falar e transmitir tudo o que Deus revelou, isto é a Doutrina, isto é a doutrina na sua totalidade, sem cortar, nem acrescentar”

O Papa dirigiu-se diretamente aos catequistas:
Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)? Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?
           Uma tarefa não fácil, a de guardar memória de Deus e despertá-lo  no coração dos outros, pois que isto compromete a vida toda –continuou o Papa, recordando que o próprio Catecismo não é senão memória de Deus, memória da sua ação na História, presença de Cristo na sua Palavra… e aqui, Como resposta o Papa sugeriu as indicações dadas por São Paulo na sua carta a Timóteo e que podem caracterizar também o caminho do catequista, isto é: procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
 E rematou:
O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia
No final da missa, e antes da oração mariana do Angelus, o Papa agradeceu todos, especialmente os catequistas vindos de tantas partes do mundo e dirigiu uma saudação particular a Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia de todo o Oriente, definindo-o irmão e dizendo que a sua presença nos convida a rezar mais uma vez para a paz na Síria e no Médio Oriente…
Saudou, entre outros, também um grupo de peregrinos de Assis vindos a Roma a cavalo, os peregrinos da Nicarágua, país que celebra o centenário da fundação canónica da Província eclesiástica… e concluiu recordando que sábado foi proclamado Beato na Croácia, Mirislav Bulevisic, sacerdote, morto como mártir em 1947.
E no meio dum tripudio de bandeirinhas amarelas e brancas, cartazes com frases saudando o Papa, rostos sorridentes e num pano de fundo de cânticos, o Papa foi dando a mão, saudando prelados, padres, catequistas, fieis… primeiro a pé e depois no automóvel papal até à Via da Concilição, cheinha de gentes de mãos no ar a acená-lo e saúda-lo com gritos de alegria…que bom foi viver esta experiência ao lado de mais 100.000 pessoas na praça São Pedro, marcas profundas que jamais o tempo vai apagar de minha memoria, minha alma e meu coração, abrigado a todos que ajudaram viver esta realidade, contem sempre com minhas orações.











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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

MES MISSIONÁRIO


TEMA: JUVENTUDE EM MISSÃO.

LEMA: “A QUEM EU TE ENVIAR, IRÁS” (Jr. 1, 7B)

Mais um Mês Missionário se aproxima. Como é bonito ver toda a Igreja refletindo sobre a juventude. Uma primavera missionária e juvenil nos leva a acreditar em uma juventude protagonista da missão pelos quatro cantos do mundo. Com o tema “Juventude em Missão”, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), juntamente com toda a Igreja, apresentam uma proposta de reflexão missionária para vivenciar o Mês das Missões 2013.


VOCÊ SABE O QUE É O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES?

Segundo as palavras de Paulo VI, é: “Genial intuição de Pio XI”. “Um grande acontecimento na vida da Igreja”. “Uma oportunidade de fazer sentir a vocação missionária à Igreja, aos nossos irmãos no episcopado, ao clero, aos religiosos e religiosas e a todos os católicos”. “Uma poderosa e insubstituível ajuda às missões”. “Um afervoramento da fé tanto nas Igrejas de antiga fundação, como nas jovens Igrejas”. “O grande dia da catolicidade”. E João Paulo II afirma: “Exorto todas as Igrejas e os pastores, os sacerdotes, os religiosos e os fiéis, a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda a forma de particularismo, exclusivismo, ou qualquer sentimento de auto-suficiência” (RMi 85). O Dia Mundial das Missões é viver juntos, fraternalmente e sem fronteiras, a alegria de ser filhos de Deus com um real universalismo missionário em colaboração intensa e espiritual e generosa ajuda material.

 

MAS AFINAL, COMO SURGIU O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES?

 
 Dia Mundial das Missões nasceu de um clima muito favorável à causa missionária. No ano de 1922 foi eleito Papa o Cardeal-arcebispo de Milão, Aquiles Ratti, que tomou o nome de Pio XI. Seu ardor missionário era de todos conhecido e, por isso mesmo, esperava-se dele um grande impulso à missão.

Logo no início de seu pontificado nomeou o primeiro bispo indígena, Mons. Roche, inaugurando, assim, uma série de prelados nativos de rito latino no século XX.

Neste mesmo ano celebrava-se o primeiro centenário da fundação da Obra Missionária da Propagação da Fé. Pio XI declarou-a Pontifícia, junto com a Obra da Infância Missionária e a de São Pedro Apóstolo, confirmando-as e recomendando-as como instrumentos principais e oficiais da cooperação missionária de toda a Igreja católica.

No Ano Santo de 1925 abriu, no Vaticano, uma esplêndida exposição missionária mundial. No ano seguinte (1926) publicou uma Encíclica sobre as missões, “Rerum Ecclesiae”, na qual reafirma a importância e os objetivos missionários programados no início de seu pontificado. Nesse mesmo ano consagrou os seis primeiros bispos chineses.

Oficialmente o Dia Mundial das Missões foi instituído em 14 de abril de 1926, pelo papa Pio XI a pedido do Conselho Superior Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé.


Fato interessante: Pio XI fez um gesto surpreendente uns anos antes de instituir o Dia Mundial das Missões: Na festa de Pentecostes de 1922, ano em que foi eleito Papa, interrompeu sua homilia e, em meio a impressionante silêncio, tomou seu solidéu e fez passar entre a multidão de bispos, presbíteros e fiéis na Basílica de São Pedro, enquanto pedia a toda a Igreja ajuda para as missões.


No Brasil há mais de 40 anos as POM promovem a Campanha Missionária, celebrada no mês de outubro, destacando o Dia Mundial das Missões (no penúltimo domingo do mês). É uma jornada de fé, uma festa de catolicidade e solidariedade em favor da missão universal da Igreja. É para os cristãos de todo o mundo um renovado convite para agradecer a Deus o dom da fé e um apelo à corresponsabilidade na evangelização hoje e sempre, aqui e em todo o mundo.

No Brasil, as POM sempre elaboram subsídios missionários para serem trabalhado no mês de outubro pelas paróquias e comunidades de todo o país.

O tema gerador normalmente segue a Campanha da Fraternidade do ano corrente elaborado pela CNBB dando a ênfase ao caráter missionário universal do tema, porém nos anos em que acontecem os Congressos Missionários Nacionais, Americanos e Latino-Americanos (CAM – Comlas), a Campanha segue o tema dos Congressos.

Estamos vivendo ainda o ecoar da CF 2013, da Semana Missionária e da JMJ Rio 2013 ambos tendo a juventude no centro de reflexão. Em continuidade a essa proposta, também a Campanha Missionária 2013 destaca a juventude ampliando a temática na perspectiva da missão universal.

Por que Juventude em Missão? Porque não é agora que os jovens serão missionários, mas por que eles fazem parte do processo missionário em curso. O “em” denota continuidade, são os jovens que devem continuar uma caminhada missionária, porém com o foco no mundo e não apenas em nossas comunidades, paróquias ou dioceses.




Com o lema: A quem eu te enviar, irás (Jr. 1, 7b) queremos continuar a reflexão da CF 2013 que vê em Isaías, um jovem profeta que se pôs a disposição de Deus para a missão, mesmo se sentindo pequeno demais para tal confiança, “Eis-me aqui, envia-me” (Is. 6, 8)

Suponhamos que, como o profeta Isaías, a nossa juventude disse sim à missão, mas este sim é para onde? Aí entra a proposta da Campanha Missionária 2013 em sintonia, claro, com a JMJ Rio 2013: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b) a todo o mundo não só ao meu grupo, minha comunidade, “Ide e fazei discípulos a todos os povos”, (Mt. 12, 8).

Queremos que não só os jovens em idade, mas os jovens em espírito, como nos diz o papa Francisco: “Todo aquele que tem Cristo no coração é jovem”, possa olhar para realidade do mundo, a necessidade da Igreja no mundo, conforme ele próprio ressalta em sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2013: “Cada comunidade é portanto, chamada e convidada a fazer próprio o mandato confiado aos apóstolos de serem suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os extremos da terra (At 1, 8), não como aspecto secundário da vida cristã, mas como um aspecto essencial: somos todos enviados nas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e nos tornando anunciadores de seu Evangelho”.

             Portanto, que esta juventude brasileira bem como toda Igreja do Brasil, animada pela JMJ Rio 2013, possa fazer valer todo o esforço que fez para participar daquele grande evento, e inicie de fato, a missão. Na JMJ Rio 2013 fomos enviados pelo Papa Francisco para sermos apóstolos, testemunhas daquilo que vimos e ouvimos nos mais diversos areópagos espalhados pelos rincões deste mundo. Que em nossa missão, sejamos sempre acompanhados pelos Padroeiros universais das Missões, Santa Terezinha do Menino Jesus e São Francisco Xavier.

 

Pe. Marcelo Gualberto Monteiro, secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé

 

sábado, 7 de setembro de 2013

MÊS DA BIBLIA



POR QUE SETEMBRO?

Porque celebramos a festa litúrgica de São Jerônimo, o tradutor da Bíblia.

O Papa Dâmaso I, 36º sucessor de Pedro, pediu a Jerõnimo que traduzisse a Bíblia do hebraico, aramaico e grego, para o latim, o idioma popular na epoca. Isso em 381 da nossa era.

Jerônimo, um dos homens mais sábios de seu tempo, atendeu ao pedido.

Essa tradução chamou-se “Vulgata”,que quer dizer “vulgo”, isto é, “do povo”. A realização deste trabalho durou 35 anos, norteado por muita oração e jejum, numa gruta em Belém.

Jerônimo morreu em 420. Ele é o padroeiro de todos os leitores e estudiosos da Bíblia. Sua festa é dia 30 de setembro, quando s ecelebra o Dia da Bíblia.


COMO NASCEU O MÊS DA BÍBLIA?

O mês da Bíblia nasceu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica- Paulinas (SAB) até, posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), até estender ao âmbito nacional.

E desde então todos os anos é feito o estudo de um livro biblico ou parte dele, a partir de um tema.

Este ano o tema é:

“Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15).

O Evangelho segundo Lucas sob o prisma do discipulado-missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: O Brasil na missão Continental, é o tema do mês da Bíblia de 2013. O tema escolhido releva o Evangelho do Ano Litúrgico C, e os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão propriamente dita.
O lema indicado pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) é:
“Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15).

QUEM É O AUTOR?

Desde o século II a obra foi considerada de Lucas. Muitos comentaristas atribuem à profissão de médico (cf. Cl 4,14) e o identificam com o discípulo e colaborador de Paulo (cf. Fm 23ss, 2Tm 4,11). Porém, essa relação entre Paulo e Lucas, vem sendo questionada, visto que há muitas diferenças entre a Teologia de Paulo e de Lucas.
Baseado na falta de consenso dos estudiosos em determinar quem é o autor do terceiro evangelho, deduz-se pelo texto que o autor, provavelmente, é um cristão proveniente do paganismo e de origem grega.
O autor é influenciado pelo estilo dos historiadores (Lc 2,1-2) e dos poetas gregos; utiliza a tradução grega da Bíblia e conhece bem o Império Romano.


QUANDO? ONDE FOI ESCRITO? COM QUAL FINALIDADE?

O Evangelho de Lucas provavelmente deve ter sido escrito entre os anos 80 a 90 e não há uma localização exata sobre onde foi escrito, mas a proposta apresentada pelos biblistas, seria entre as regiões da Grécia ou da Síria.
O evangelista dá prioridade aos cristãos provenientes do paganismo de cultura grega e aos judeus que moravam fora da Palestina (na diáspora).
No evangelho percebe-se que o redator final pertencia a uma comunidade mista cultural e economicamente e, passa por um período de crise. Portanto, o evangelho se dirige às comunidades que já receberam a primeira evangelização.
Diante da catástrofe que foi a guerra judaica (70 E.C.) e os conflitos internos e externos que transparecem no texto, provavelmente a finalidade do Evangelho segundo Lucas seria a de fortalecer a fé das comunidades e reforçar o seu papel na história da salvação e, assim, mantê-las corajosamente no seguimento a Jesus Cristo.


ESTRUTURA DO EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

Existem várias formas de estruturar o Evangelho Segundo Lucas. A nossa proposta é de subdividi-lo em seis partes. A primeira parte é o prólogo, no qual o autor explica os motivos que o levaram a escrever o Evangelho, apresenta o método utilizado e o dedica a Teófilo (1,1-4).
Lc 1,5-4,15 corresponde à segunda parte, na qual contém a narração, em paralelo, do nascimento e da infância de João Batista e de Jesus. Bem como, a apresentação, pregação e encarceramento de João Batista, e os acontecimentos que precedem o ministério público de Jesus (batismo, sua genealogia e as tentações– Lc 3,1-4,13).
O autor relata, na terceira parte (Lc 4,14-9,50), o início do Ministério de Jesus na Galileia, marcado pela rejeição em Nazaré, as atividades em Cafarnaum e no lago; controvérsias com os fariseus, ensinamentos, milagres, parábolas e questões referentes à sua identidade. Essa parte conclui-se com a transfiguração.
Na quarta parte, encontra-se o Relato da viagem de Jesus a Jerusalém e a sua pedagogia para com seus discípulos e discípulas, apresentando as exigências no seguimento e os pontos fundamentais do Reino de Deus (9,51-19,27).
Em Lc 19,28-21,38, quinta parte, o autor narra o ministério de Jesus em Jerusalém com a entrada e atividade na área do Templo e o discurso escatológico.
Na sexta parte do Evangelho Segundo Lucas (22,1-24,53) encontram-se os relatos da paixão, morte, sepultamento (22,1-23,56a), das aparições do ressuscitado (23,56b-24,35) junto ao túmulo vazio e no caminho de Emaús (24,13-35); e finaliza com a ascensão ao céu (24, 36-53).


LINHAS FUNDAMENTAIS DA TEOLOGIA LUCANA

Os pontos fundamentais da Teologia Lucana são os seguintes: Teologia da História, a Salvação, os títulos de Jesus Cristo, a importância de Jerusalém. Outras colunas fundamentais são: a ênfase na oração, o papel das mulheres no seguimento, a contraposição entre pobreza e riqueza, como uma das características da ética lucana e a presença forte do Espírito Santo.


TEOLOGIA DA HISTÓRIA

A teologia Lucana é marcada por uma ênfase na história da salvação, que é dividida em três períodos:

o tempo da preparação, ou período da promessa, que seria a história de Israel (AT), representado pelas personagens Zacarias, Isabel e João Batista;

2) o tempo do cumprimento da promessa que é o tempo da vida de Jesus; e

3) o tempo do anúncio, da Igreja, retratado no Livro dos Atos dos Apóstolos.
Uma peculiaridade na concepção histórico-salvífica de Lucas, é sua

abertura universal. Portanto, a salvação atinge todo o tempo e todas as pessoas, a humanidade (cf. Lc 2,30-32; 3,6; 9,52-53; 10,33; 17,16). Com isso, nos aponta para outro ponto fundamental que é o tema da Salvação.


SALVAÇÃO

Não podemos compreender a salvação como um “ir para o céu” após a nossa morte, mas a salvação acontece na história. Para a Teologia Lucana, salvação e libertação são termos equivalentes. Com isso, podemos dizer que a salvação contempla a totalidade da pessoa, em suas múltiplas relações, ou seja, é o restabelecer a justa relação com Deus, com os outros, consigo mesmo e com todo o Universo. Nesse sentido, Jesus é o nosso “Salvador” (Lc 2,11; cf. At 5,31; 13,23), pois é ele que nos mostra, com a sua encarnação, o sentido profundo da humanização das relações.


JESUS CRISTO

Jesus Cristo, na Teologia Lucana, é apresentado como compassivo-misericordioso (cf. Lc 7,13; 10,33; 15,20) e como um profeta eleito por Deus, para levar a Boa Nova aos pobres (Lc 4,16-30; 7,36-50; 13,32-34). Ele também é o lugar por excelência da revelação de Deus (Lc 1,42).
O título de Senhor está vinculado ao seu ministério público e é apresentado como o Messias enviado por Deus, para salvar o seu povo (Lc 1,47; 2,11.30-32).
Jesus, em Lucas, é caracterizado pelo acolhimento dos samaritanos, publicanos (Lc 5,27: Levi e Lc 19,2-10: Zaqueu), dos pecadores (Lc 7,36-50; Lc 15,11-32); da viúva (Lc 7,11-17), enfim dos marginalizados e excluídos da sociedade.


CIDADE DE JERUSALÉM

Lucas dá à cidade de “Jerusalém” um grande destaque, pois é o único que começa e termina em Jerusalém (1,5-23; 24,53). Jesus também participa das festas no templo, em Jerusalém (2,22.42), e metade do evangelho narra a sua viagem e estadia nessa cidade (9,50-21,38). Portanto, Jerusalém é o ponto de chegada de Jesus para realizar a obra (Lc 17,11; Lc 19,28-38) e o ponto de partida para as comunidades que, após a ressurreição, continuarão a sua missão (Lc 24,52).


ORAÇÃO

A dimensão orante, em Lucas, está presente em toda a vida de Jesus, sobretudo, nos momentos mais importantes (Lc 1,10-11.13; 3,21; 5,16.33; 6,12; 9,18.28; 11,1.2-8; 18,9-14; 22,32.41; 23,46).
O autor não somente nos informa que Jesus reza, mas nos apresenta o conteúdo da sua oração (Lc 10,21-24; 22,42; 23,46), frisa o pedido dos discípulos (Lc 11,1) para ensiná-los a rezar e enfatiza a eficácia de ser perseverante na oração (Lc 18,1-8; 19,6-8; 21,36).


A ÉTICA LUCANA

Outro ponto é a contraposição entre pobreza e riqueza, que é um dos aspectos centrais do seu programa ético. Diante dessa implicação ética da fé, Lucas reforça a dimensão do despojamento, como uma das principais exigências do seguimento a Jesus (Lc 5,11; 6,29-36; 9,58; 12,33-34; 14,33; 18,22.25; 21,1-4) e sinal concreto de conversão. Consequentemente, sublinha a confiança incondicional na providência divina (12,29-30).
Em Lucas o termo “pobre” não é visto somente na perspectiva sócio-econômica, mas compreende também os presos, os oprimidos (Lc 4,18), os desolados, os aborrecidos e difamados, os perseguidos (Lc 6,20-22) e inclusive os mortos (Lc 7,22).


O PAPEL DAS MULHERES

As mulheres têm uma presença e uma participação marcante no Evangelho Segundo Lucas. Desde o início, Lucas apresenta a estéril Isabel, recordando a história das matriarcas e nos aponta para a dimensão teológica, como aquela pessoa que está totalmente disponível ao dom de Deus e reforça a intervenção extraordinária do poder de Deus no útero feminino, lugar privilegiado da ação divina.
No útero dessa história, surge Maria, aquela que se dispõe a participar da história da salvação. É nela que começa a se manifestar o mistério do Deus encarnado.
Ela é o modelo do discípulo/ da discípula, pois acolhe Jesus, está presente no seu ministério (4,16-30), participa da sua dor e da sua rejeição durante a sua missão.
Além disso, Lucas apresenta outras mulheres, que seguem Jesus desde a Galileia (Lc 8,1-3), estão presentes na sua morte e são as primeiras testemunhas da Ressurreição (Lc 22,27 e 23,50-56). Também são narradas várias curas e encontros significativos, nos quais as mulheres são protagonistas.


ESPÍRITO SANTO E A ALEGRIA

Lucas é o evangelista que dá maior importância à figura do Espírito Santo e a necessidade de uma abertura à sua ação. O Evangelho inicia apresentando a ação do Espírito, no nascimento de João Batista (Lc 1,15) e na encarnação de Jesus (1,41). Está presente em momentos significativos do ministério público de Jesus (3,22; 4,1.14.18; 11,13) e é Ele que revela a presença de Deus na história (2,26).
O último ponto é o tema da alegria. O autor reforça a certeza de que a verdadeira alegria nasce do seguimento de Jesus, do agir misericordioso, do desprendimento constante, do se deixar guiar pelo Espírito, da experiência profunda de que Jesus Cristo morto e ressuscitado é a Boa-Nova para toda a humanidade.


ORAÇÃO DO MÊS DA BÍBLIA DE 2013 ( Pe. Emanuel Cordeiro Costa )

Alegramo-nos Senhor, pois em cada mês de setembro, somos chamados a nos dedicar mais diretamente a vossa palavra estudando-a, refletindo e buscando nela a inspiração, o desejo e a vontade de sermos guiados diariamente por ela.
Neste ano em que o mês da bíblia tem como tema: “Discípulos e missionários segundo o evangelho de Lucas” ajuda-nos a sermos discípulos autênticos no mundo de hoje. A abraçarmos a causa missionária como também nos pediu os bispos da vossa Igreja da América Latina, na Conferência de Aparecida.
Que sendo discípulos e missionários segundo Lucas abramos o nosso coração ao ver o vosso Filho Jesus como ele aí se apresenta: humilde, que evangeliza os pobres, que liberta os cativos, cura os cegos.
O lema do Mês da Bíblia deste ano nos diz: “Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15). Agradecemos a vossa imensa misericórdia para conosco senhor, alegrando com a ovelha perdida e foi encontrada. Queremos sempre te louvar por se alegrar com todos que se convertem. Ajudai-nos a sermos humildes e capazes de irmos crescendo a cada dia no amor, na fé e esperança. E com verdadeiro testemunho e vivência cristã reconquistemos aqueles que estão como ovelhas perdidas, para que abram o coração para vós e encontrem a verdadeira alegria, que é viver no vosso amor.
Amém.