quarta-feira, 9 de abril de 2014

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2014


PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2014


Dia 13 de Abril > Domingo de Ramos
8h00 >  Procissão saindo da Capela Aparecida
8h30 >  Bênção dos Ramos: Capela Menino Jesus de Praga
9h00 > Missa: Igreja Matriz





Dia 14 de Abril > Segunda-feira Santa – Via Sacra Luminosa
19h30 > Nas Ruas próximas à Igreja Matriz e da Capela Aparecida







Dia 15 de Abril > Terça-feira Santa – Celebração do Perdão
19h30 > Igreja Matriz







Dia 16 de Abril  > Quarta-feira Santa – Missa dos Santos Óleos
20h00 > Catedral de Santo Antônio – Piracicaba








Dia 17 de Abril > Quinta-feira Santa Missa da Ceia do Senhor
19h30 > Igreja Matriz e Capela Aparecida  -  Cerimônia do Lava- pés,  Translado do Santíssimo Sacramento e Vigília Eucarística 21h00 às 24h00 




Dia 18 de Abril  > sexta-feira Santa
5h00 > Caminhada Penitencial
Inicio Capela Santo Inácio até a Igreja Matriz.
( Ônibus sairá da Praça da Matriz às 4h00 passando pela Capela Aparecida).





15h00 > Ato Litúrgico da Paixão do Senhor e  Adoração da Santa Cruz, na Igreja Matriz e Capela Aparecida





19h00 > Procissão Luminosa do Encontro:
·       Imagem de Nossa Senhora das Dores: saída da Praça Moacir Silva Bueno (caixa d’água)  em procissão, acompanhada pelas mulheres.
·       Imagem do Senhor Morto: saída da Praça Eugênia Bueno Piovesan (Imagem Nossa Senhora da Conceição) em procissão, acompanhada pelos homens.
·       O encontro das imagens acontecerá defronte à Igreja Matriz



20h00 > Apresentação Teatral no Centro Pastoral Beato João Paulo II - Jovens







Dia 19 de Abril  > Sábado Santo
19h30 > Missa da Vigília Pascal na Matriz e Capela Aparecida





Dia 20 de Abril  > Domingo de Páscoa
9h00 > Missa da Ressurreição do Senhor  - Igreja Matriz
19h00 > Missa da Ressurreição do Senhor -  Capela Aparecida



segunda-feira, 7 de abril de 2014

O SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO


Segunda, 07 Abril 2014 
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)


O Sacramento da Reconciliação também pode ser chamado de Penitência ou Confissão. Por este sacramento, o cristão recebe da misericórdia de Deus o perdão de seus pecados e, ao mesmo tempo, é reconciliado com a Igreja, à qual feriu com o pecado.
Tivemos o evento “24 horas para o Senhor”, organizado pelo Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização e aberto pelo Papa Francisco em Roma. Tempo para oração, adoração, pregação e confissão. Agora é tempo dos “mutirões de confissões”, quando um grupo de padres da mesma forania ou região atende os fiéis em uma paróquia, dando oportunidade de confessores para distribuir a misericórdia de Deus.
O pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a terra” (Mc 2,10). Este poder Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “O que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18).
As passagens acima citadas são claras: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, Deus deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome! Ligar, desligar significa, na linguagem rabínica do tempo de Jesus, excluir da comunhão com Deus e com a comunidade e acolher novamente na comunhão com Deus e a Igreja. Vale a pena ainda citar Jo 20,22s: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Na potência do Espírito do Cristo ressuscitado, a Igreja continua a obra do Senhor Jesus de perdoar, em seu nome, os pecados. Aparece, portanto, com clareza, que a Igreja recebeu esta autoridade por parte do próprio Cristo.
Podemos perguntar: qual o remédio para o pecado? A resposta é uma só: uma contínua conversão pela penitência. A penitência são as atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. O Catecismo da Igreja Católica explica que “a conversão interior impele à expressão exterior com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência” (n. 1430). E o Catecismo completa, de modo muito preciso: “A penitência interior é uma radical reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos” (n. 1421).
Observe-se bem que: quando falamos de sacramento da Penitência, estamos falando de uma profunda atitude de penitência! É que não tem sentido o sacramento sem a atitude interior; de nada adianta confessar-se sem o sincero sentido do pecado e o firme propósito de conversão! Desde já vai aparecendo claro que o Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial de que somos pecadores. Como diz o Salmista: “Um coração despedaçado e triturado, ó Deus, não rejeitarás! Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo” (Sl 51,19.12).
Recordemo-nos que o pecado é uma ruptura da comunhão com Deus que nos desarruma interiormente e nos faz também romper com os irmãos na fé. O pecado provoca sempre uma ferida não só em nós mesmos, mas também em todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja: eu me torno um membro ferido do Corpo de Cristo, prejudicando todo o Corpo do Senhor.
Assim, o perdão nos restitui a amizade de Deus, a sua graça em nós, dando-nos a verdadeira paz interior, sendo uma verdadeira ressurreição espiritual. É importante notar que essa paz é dada mesmo quando eu não a sinto de modo sensível. Não se trata de sentimentos, mas da realidade do Sacramento, que é ação de Cristo e da Igreja.
O Sacramento também nos reconcilia com a Igreja, comunhão dos irmãos em Cristo, de quem o pecado nos separa. Assim, eu me torno mais forte, pois novamente estou em comunhão com meus irmãos e com a vida da Igreja, que é dada na Palavra do Senhor e nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia. É importante
notar ainda que a Reconciliação fortalece também a Igreja, pois cada membro seu que é curado de seu pecado fortalece todo o Corpo de Cristo.
Nenhum pecado e nenhuma graça são totalmente individuais, mas têm repercussão na Igreja toda!
A Reconciliação é também, em certo sentido, uma antecipação do juízo do Senhor, dando-me a oportunidade de escolher entre a vida e a morte já, agora! Além do mais, ajuda-me muitíssimo a que me mantenha unido ao Senhor pela atenção da minha consciência, pelo cuidado em vigiar para não mais pecar.
O sacramento deixa-me mais forte no combate contra o pecado e minhas más tendências!
A Igreja pede que pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa do Senhor, nos confessemos e comunguemos. Aqui, é necessário deixar bem claro que isto é o mínimo que se pede! Quem ama não dá o mínimo; procura dar o máximo. Assim, o Sacramento da Confissão é um meio de caridade, pois, através deste chegamos a reconciliar com Deus, com a comunidade e conosco mesmo. Isso é de suma importância para a caminhada cristã e para o nosso processo de conversão.
Por isso, eis que, como pastor, recomendo a todos neste tempo quaresmal a se aproximarem dos confessionários para receber as bênçãos de Deus.

quinta-feira, 20 de março de 2014

PARABÉNS QUERIDA IPEÚNA


49º Aniversário de Emancipação Política de Ipeúna

21 de março de 1965! Um grande dia! Um sonho se realiza! Ipeúna torna-se independente. Torna-se capaz de tomar suas próprias decisões e assume a responsabilidade na direção da vida de seus filhos e filhas natos ou adotados de outras terras que aqui vêm motivados pelo progresso e hospitalidade. Por isso, como diz o Hino Ipeúna é uma família, uma árvore de amor”!
                Parabenizo Ipeúna, da qual há 10 (dez) anos faço parte como Administrador da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, sob cuja proteção está nossa querida cidade desde os seus primórdios, quando Vicente Barbosa oferta as terras para dar inicio ao povoado, construindo no centro do mesmo a Capelinha dedicada à Virgem Maria, em cujo derredor originou este povo hospitaleiro e de garra.
               
Que Maria Santíssima, interceda por todos nós e saibamos que seu único objetivo é sempre nos apontar o seu Divino Filho, Único Salvador e Senhor, Caminho, Verdade e Vida e que Ele possa guiar nossos representantes políticos, todo o povo ipeunense, para que juntos, possamos construir um futuro promissor, de muita paz e amor a todos, testemunhando e fortalecendo a nossa fé no Senhor da Vida.
                Parabéns Ipeúna! Parabéns Prefeito! Parabéns Vereadores! Parabéns Povo! Vamos unir nossas forças para uma Cidade ainda Melhor: Na Saúde, Na Educação, Na Segurança, No Trabalho e no Lazer do nosso querido povo.  


                                             Diác. Florivaldo Bertoletti 
                                            Administrador Paroquial

quarta-feira, 19 de março de 2014

SÃO JOSÉ


19 de Março - São José

Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável "homem justo" na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
O privilégio de ser pai adotivo do Messias constitui o
título mais alto concedido a um homem.
O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa coloca São José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensor da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profetas, mas acima da inteligência humana.
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para recenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, partilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.
Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.



Oração a São José pelas famílias São José,
protetor da família de Nazaré e de nossas famílias,
ensina-nos a nos relacionar, respeitar, falar, trabalhar e amar,
como ensinaste a Jesus no lar de Nazaré.
Peço-te especialmente por estas famílias: ..............
Abençoa a todas as pessoas destas famílias e
alcança-nos a graça de cumprir o Projeto de Deus,
como a Família de Nazaré. Amém.
São José, Rogai por nós...

terça-feira, 18 de março de 2014

QUATRO EVANGELISTAS



OS SIMBOLOS DOS QUATRO EVANGELISTAS

            O Novo Testamento ou Nova Aliança é a parte da Bíblia que conta a história da vida de Jesus Cristo narrada por quatro homens que são conhecidos com o nome de Evangelistas, porque escreveram a vida de Jesus como um Evangelho, isto é uma Boa Notícia à humanidade. Jesus mesmo não deixou nada escrito. Sua missão foi de anunciar e fazer acontecer o Reino de Deus, reino que se fundamenta no amor, na justiça e no serviço, sobretudo aos mais pobres.
           
        
   Mateus, Marcos, Lucas e João são os nomes destes quatro discípulos de Jesus. Os três primeiros livros são conhecidos com Evangelhos Sinóticos porque são escritos numa mesma ótica. Eles descrevem muitos milagres e palavras de Jesus. Reúnem, completam e editam os assuntos que serviram de base para toda a catequese existente em suas comunidades. João, por sua vez, escreve como uma meditação que visa despertar e alimentar a fé em Jesus Cristo, a fim de que todas as pessoas possam ter vida em abundância. A iconografia cristã (representação por imagens) atribui um símbolo a cada um dos quatro evangelistas. Esta atribuição é feita a partir dos textos de Ezequiel 1, 1-4 e 10, 14 e de Apocalipse 4, 6-7, que falam de quatro seres vivos com aparência de touro, leão, ser humano e águia. O primeiro a relacionar os evangelistas com estes seres foi Santo Ireneu (+ 203). Depois foi Santo Agostinho (+430). Assim, surgiu o costume de representa os quatro Escritores Sagrados nas pinturas e nas esculturas junto aos seus símbolos (clique na imagem ao lado!).
         




 
Mateus:
 é representado por um anjo ou homem alado porque inicia o seu evangelho com a genealogia de Jesus Cristo, mostrando a sua origem e descendência humanas, marcados pelo seu nascimento (Cf. Mt 1). É a dimensão da obra-prima de Deus que criou o homem à sua imagem e semelhança.
      

      Marcos: inicia o seu Evangelho falando de João Batista, a voz que clama no deserto (Cf. Mc 1,1-25). Seu símbolo é um leão alado, representando as feras que habitam o deserto. É a dimensão da força, realeza, poder, autoridade do Filho de Deus.
           
 Lucas: Um touro alado simboliza o evangelista.  Ele inicia o seu Evangelho falando do Zacarias, sacerdote em função naquele ano e cuja tarefa era oferecer sacrifícios no Templo de Jerusalém. O touro é a representação dos sacrifícios oferecidos (Cf. Lc 1,25). É a dimensão da oferta a Deus.
         
   João, dentre os quatro o maior teólogo, é representado por uma águia, por causa do elevado estilo do seu Evangelho, que fala da Divindade e do Mistério altíssimo do Filho de Deus. Ele inicia seu Evangelho de cima pra baixo: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus" (Cf. Jo 1,1-     5). Daí a águia, por ser a ave que voa mais alto e faz os seus ninhos nos montes mais elevados. É a dimensão da liberdade do Filho de Deus diante das forças deste mundo.

 

sábado, 8 de março de 2014

DIA DA MULHER







Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.
 
 

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.


 
Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.
  

 Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.

  Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

 Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.
 
  
Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
  


Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.

 
 




 

quarta-feira, 5 de março de 2014

ABERTURA DA CF 2014




CAMPANHA DA FRATERNIDADE/ 2014

Tema: FRATERNIDADE E TRÁFICO HUMANO
Lema: “É PARA A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU” (Gl 5,1)

Abertura da C. F. 2014 Acontece em nossa Paróquia quinta-feira dia 06/03 às 19h30 no Centro Pastoral Beato João Paulo II

            O tema da Campanha da Fraternidade desse ano discute a questão do Tráfico de pessoas.
            É a primeira vez que a CNBB trata do tema.
            Esta é apenas um síntese do Texto Base. Apenas uma introdução a discussão do tema, que certamente nos levará a leitura integral do Manual da CF 2014.


SÍNTESE DO TEXTO BASE
            A CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Tráfico Humano e Fraternidade é o tema da Campanha para a quaresma em 2014. O lema é inspirado na carta aos Gálatas: “É para a Liberdade que Cristo nos libertou” (5,1).
            O Tráfico Humano viola a grandeza de filhos, é cerceamento da liberdade e o desprezo da dignidade dos filhos e filhas de Deus. Resgatar essa dignidade, identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-lo são objetivos dessa Campanha da Fraternidade. Mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar o mal do Tráfico Humano, a Campanha propõe-se a reivindicar dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas e sensibilizar para a solidariedade com ações preventivas.
As principais modalidades do Tráfico Humano são: Trafico para exploração no trabalho, para exploração sexual, para extração de órgãos, para adoção de crianças, para exploração da força de trabalho, para atividade ilícita. O Tráfico Humano caracteriza-se pela ampla estrutura do crime organizado, em rotas nacionais e internacionais e internacionais, pela invisibilidade ajudada pela falta de denúncia e pelo aliciamento e a coação.
            A globalização com a competição econômica tem provocado migrações de pessoas em busca de melhores condições de trabalho e de vida. Essas pessoas tornam-se vulneráveis perante a ação de tráfico humano. Temos que distinguir na migração atual, tráfico de pessoas do contrabando de migrantes, pois nesse último, existe o consentimento do trabalhador sujeitando-se a uma condição de ilegalidade. Visando o lucro acima de tudo, a globalização econômica gera uma massa de excluídos sujeitados à terceirização á informalidade e as formas precárias de trabalho. Dessa condição aproveita-se o tráfico humano para aliciar pessoas, com propostas de trabalho enganosas.
            O enfrentamento do crime do Tráfico Humano exige a cooperação entre os países, em áreas como a criminal, jurídica, tecnológica, econômica e de meios de comunicação. O Brasil adotou a “Convenção de Palermo” das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional onde foi assinado um Protocolo Adicional conhecido como ”Protocolo de Palermo”. Esse instrumento legal internacional, o principal para prevenção, repressão e punição do tráfico humano, define o crime e aponta os elementos que caracterizam:
            Os atos mais comuns o recrutamento; o transporte; a transferência; o alojamento; o acolhimento de pessoas.
            Os meios que configura o tráfico- ameaça; uso da força; outras formas de coação; rapto; engano; abuso de autoridade; situação de vulnerabilidade; aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra.
            A principal finalidade- A exploração da pessoa sob várias formas: prostituição e outras formas de exploração sexual; a servidão; a remoção de órgãos. É importante frisar que, para a configuração do crime de tráfico humano, o consentimento da vítima é irrelevante. Os traficados devem ser vistos como vítima e são protegidos pela lei brasileira, mas ainda faltam leis mais abrangentes quanto ao crime de tráfico de pessoas.
            O II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2013-2016) pretende:
a Integração e fortalecimento das políticas públicas, redes de atendimento e organizações para a prestação de serviços; capacitação para o enfrentamento ; produção, gestão e disseminação de informação; campanhas e mobilização.
           
            Há necessidade de conscientizar a sociedade da importância de informar, de denunciar ao Poder Público para que se possa investigar e punir os que praticam o crime do tráfico humano, através dos canais oficiais de denúncia disponíveis em todo o Brasil.
            A Igreja é solidária com as pessoas traficadas e comprometidas com a evolução da consciência sobre o valor da dignidade humana, fundamentada na Sagrada Escritura. Essa dignidade é assumida na medida em que o ser humano vive seus relacionamentos: consigo, com a natureza com o outro e com Deus em seu plano de Amor.
            A ruptura dessas relações leva ao pecado da violência, da exploração do outro, agressões à dignidade humana como o tráfico de pessoas. A Boa Nova de Jesus como vemos em Gálatas “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (5,1) é uma liberdade para o serviço (Rm 6,22) e para o compromisso com a justiça do Reino (Rm 6,16) . “Fostes chamados para a liberdade” (Gl 5,13) nos impele a vencer a idolatria do dinheiro, da ideologia e a tecnologia que se encontra na origem do pecado do Trafico Humano, onde o TER sobrepõe-se ao SER. Todo cristão é ungido no Batismo para ser um libertador como Jesus, por isso o Tráfico Humano não é somente uma questão social, mas também, eclesial e desafio pastoral. A Igreja é desafiada a ser advogada da justiça e a defensora dos pobres, cabe a ela emprestar sua voz para quem não consegue gritar, denunciar.
            Os três caminhos de ação que desponta são:
prevenção,
cuidado pastoral das vítimas
e a sua proteção e reintegração na sociedade.
            O Tráfico Humano beneficiado por preconceitos sociais, raciais e sexuais, agride a dignidade e liberdade de todos, por isso sua erradicação deve ser assumida por todos. Uma conversão dos corações para a solidariedade e cuidado com aponta para um caminho de menos opulência, menos concentração de riqueza e esbanjamento. Variam pastorais e organismos envolvidos com o tema foram reunidas pela CNBB (2011). no Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano. Sem essas articulações da Igreja e também com a sociedade civil, não se transformará em realidade os três ps (prevenção, punição e proteção) planejados pelo II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2013-2016).
            Fortalecer a defesa da dignidade do ser humano e esclarecer sobre a grave violação que o Trafico Humano representa, exige que sejamos como o bom samaritano. É preciso resistir “a cultura do bem estar que leva á globalização da indiferença” denunciada pelo Papa Francisco em Lampedusa (Itália).
           
OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014:

            O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é:
“identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.

            Objetivos específicos:

Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;
Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;
Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;
Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;
Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;
Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social.

CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014

                O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
                Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
                As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
                A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.
               
                A mão fechada é a da força: Da exploração do trabalho. A que tem o feto, na verdade é um órgão humano, lembra o problema do tráfico de órgãos humanos. a terceira mão, recorda o aliciamento de mulheres para a prostituição (veja as unhas vermelhas…) e Mão da criança traz o problema da adoção ilegal de crianças que alimenta o tráfico de pessoas.


ORAÇÃO CAMPANHA DA FRATERNIDADE/2014

Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo
e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados.
Fazei que experimentem a libertação da cruz
e a ressurreição de Jesus.
Nós vos pedimos pelos que sofrem
o flagelo do tráfico humano.
Convertei-nos pela força do vosso Espírito,
e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.
Comprometidos na superação deste mal,
vivamos como vossos filhos e filhas,
na liberdade e na paz.
Por Cristo nosso Senhor.
AMÉM!