segunda-feira, 14 de abril de 2014

SEMANA SANTA - DIA A DIA


SEMANA SANTA: 

O QUE ACONTECE COM JESUS DIA-A-DIA
              
A Igreja ontem, domingo, 13 de abril, a Semana Santa 2014. A semana mais importante do ano, quando se celebra de maneira especial os mistérios da morte e ressurreição de Jesus. É um tempo privilegiado de graça que Deus nos concede, convidando-nos a refletir sobre a vida e a missão de Jesus, sobre seu sacrifício redentor, a fim de que realizemos uma verdadeira conversão, confrontando nossa vida com os ensinamentos do Divino Mestre.
Para o Cristianismo, a  Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a Paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Foi celebrada pela primeira vez no ano de 1682, através do Concílio de Nicéia, advinda do Papa Silvestre I, onde os ensinamentos da doutrina católica tornam-na como religião oficial do Império Romano.
Foi determinado que a semana santa fosse constituída de oito dias.
Seu início se dá no Domingo de Ramos, através da entrada do Rei, do Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a Páscoa Judaica.
 Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o Domingo de Páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança e de vida eterna

Não só recordamos acontecimentos do passado, mas professamos nossa fé no Divino Redentor.

               Depois, de segunda a quarta-feira, a Liturgia nos oferece para meditação textos bíblicos que ressaltam a missão redentora de Jesus.

               O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam como que uma só celebração, que resume toda a vida e missão de Jesus Cristo. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada solenemente no final da Vigília Pascal.

               Mas a Semana Santa não termina na sexta-feira e sim no dia seguinte quando a Igreja celebra festiva e solenemente a Vigília Pascal, revivendo a vitória de Jesus que, vencendo a morte e o pecado, ressuscita glorioso. É uma celebração muito bonita e rica de simbolismos, como o fogo, a luz e a água, que lembram a vida nova que brota do Ressuscitado.

OS PASSOS DE JESUS DIA-A-DIA

SEGUNDA-FEIRA SANTA
               É o segundo dia que vem depois de Domingo de Ramos onde se recorda a PRISÃO DE JESUS

TERÇA-FEIRA SANTA
           
 
   É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as SETE DORES DA VIRGEM MARIA. É muito comum também por ser o dia de PENITÊNCIA no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos ou o dia da memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do Calvário.




QUARTA-FEIRA SANTA
             
  É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de NOSSO SENHOR DOS PASSOS e NOSSA SENHORA DAS DORES. Ainda há igrejas que neste dia celebram o OFÍCIO DAS TREVAS, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.


QUINTA FEIRA SANTA
              
É o quinto dia da Semana Santa. Em geral, manhã deste dia, nas catedrais das Dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração da Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do BATISMO, CRISMA E UNÇÃO DOS ENFERMOS. Com essa celebração se encerra a Quaresma.
               Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, o EXEMPLO DO LAVA-PÉS, com a instituição de um novo mandamento e a INSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.
               A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Em alguns lugares também se cobrem todas as imagens existentes no templo.

SEXTA-FEIRA SANTA OU SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
            
   É quando a Igreja recorda a MORTE DE JESUS. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos:
·        Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

SÁBADO SANTO
             
  É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de passagens da Bíblia percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

DOMINGO DE PÁSCOA
             
 
É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo  de 
Pentecostes
               Em alguns locais executa-se a procissão da Ressurreição.


 “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!”

domingo, 13 de abril de 2014

DOMINGO DE RAMOS


O significado do Domingo de Ramos
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

A atitude das pessoas contemporâneas de Jesus, que o festejaram na sua entrada em Jerusalém e depois o abandonaram à mercê de seus algozes, se assemelha, muitas vezes, a atitudes de cada um de nós que louvamos a Cristo e nos enchemos de boas intenções para seguir os seus ensinamentos e, ao primeiro obstáculo, nos deixamos levar pelo desânimo, ou pelo egoísmo, ou pela falta de solidariedade e, mais uma vez, alimentamos o sofrimento de Jesus.

A Festa de Ramos com hosanas e saudações, prefigura a vitória de Cristo sobre a morte e o pecado, mas a hora definitiva ainda chegará. Jesus vai ao encontro da paixão com plena consciência e aceitação livre. Tem o poder de solicitar legiões de anjos que venham em seu auxílio, mas renuncia ao uso deste poder. Ele veio trazer a paz ao mundo, escolhe o caminho da humildade, a vontade do Pai se realizando.

Jesus entra em Jerusalém em clima de festa. Parece que Ele quer mesmo isso porque arma a cena que reproduz direitinho a profecia de Zacarias (o rei dos judeus virá como rei pacífico, montado num jumentinho, não numa montaria de guerra). É aquela aclamação. O povo festejava na expectativa de ter finalmente o prometido descendente de Davi, que ia reconduzir Israel a uma situação de vitória até maior do que as glórias idealizadas do passado. "Hosana ao filho de Davi", clamavam. E a lembrança das promessas feitas à dinastia de Davi alimentava certa imagem do Messias. O problema é que essa imagem de Messias poderoso, invencível, não ia combinar bem com o que aguardava Jesus pouco tempo depois.

Entre a entrada festiva como rei em Jerusalém e o deboche da flagelação, da coroação de espinhos e da inscrição na cruz (Jesus de Nazaré, rei dos Judeus), somos levados a pensar: Que tipo de rei o povo queria? E que tipo de rei Jesus de fato foi?

O povo ansiava por um Messias, mas cada um o imaginava de um jeito: poderia ser um rei, um guerreiro forte que expulsasse os romanos, um “ungido de Deus” capaz de resolver tudo com grandes milagres... É verdade que havia também textos que falavam no Messias sofredor, que iria carregar os pecados do povo. Mas essa idéia tão estranha não tinha assim muito apelo. Talvez o povo pensasse como muita gente de hoje: “de sofredor, já basta eu, quero alguém que saiba vencer”.

Deus, como de costume, exagera na surpresa. O Messias, além de não vir alardeando poder, entra na fila dos condenados. Para quem não olhasse a história com os olhos de hoje, não haveria muita diferença entre as três cruzes no alto do monte Calvário.
Domingo de Ramos é o portal de entrada da Semana Santa. Para as comunidades cristãs, esta semana maior sempre será um confronto com o problema do mal no mundo. Muito sofrimento. Além das catástrofes naturais, há no mundo muita opção de morte, desde a violência da guerra, o terrorismo, a violência urbana, a morte pela fome e as deficiências até a violência contra a própria natureza.Qual a saída? A guerra preventiva para vencer o terrorismo com o terrorismo? A imposição da idolatria do capital contra o império do mal?Ou a saída, certamente a mais difícil, não será a da proposta do Evangelho, que passa pelo mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor? Muitas vezes Jesus caminha ao nosso encontro e nós não o reconhecemos.
Tenhamos a coragem de viver estes dias da Paixão meditando os sofrimentos de Cristo, que são os nossos sofrimentos para vencermos a morte na alegria da Ressurreição.

PROCISSÃO E MISA EM NOSSA PARÓQUIA
























quarta-feira, 9 de abril de 2014

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2014


PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2014


Dia 13 de Abril > Domingo de Ramos
8h00 >  Procissão saindo da Capela Aparecida
8h30 >  Bênção dos Ramos: Capela Menino Jesus de Praga
9h00 > Missa: Igreja Matriz





Dia 14 de Abril > Segunda-feira Santa – Via Sacra Luminosa
19h30 > Nas Ruas próximas à Igreja Matriz e da Capela Aparecida







Dia 15 de Abril > Terça-feira Santa – Celebração do Perdão
19h30 > Igreja Matriz







Dia 16 de Abril  > Quarta-feira Santa – Missa dos Santos Óleos
20h00 > Catedral de Santo Antônio – Piracicaba








Dia 17 de Abril > Quinta-feira Santa Missa da Ceia do Senhor
19h30 > Igreja Matriz e Capela Aparecida  -  Cerimônia do Lava- pés,  Translado do Santíssimo Sacramento e Vigília Eucarística 21h00 às 24h00 




Dia 18 de Abril  > sexta-feira Santa
5h00 > Caminhada Penitencial
Inicio Capela Santo Inácio até a Igreja Matriz.
( Ônibus sairá da Praça da Matriz às 4h00 passando pela Capela Aparecida).





15h00 > Ato Litúrgico da Paixão do Senhor e  Adoração da Santa Cruz, na Igreja Matriz e Capela Aparecida





19h00 > Procissão Luminosa do Encontro:
·       Imagem de Nossa Senhora das Dores: saída da Praça Moacir Silva Bueno (caixa d’água)  em procissão, acompanhada pelas mulheres.
·       Imagem do Senhor Morto: saída da Praça Eugênia Bueno Piovesan (Imagem Nossa Senhora da Conceição) em procissão, acompanhada pelos homens.
·       O encontro das imagens acontecerá defronte à Igreja Matriz



20h00 > Apresentação Teatral no Centro Pastoral Beato João Paulo II - Jovens







Dia 19 de Abril  > Sábado Santo
19h30 > Missa da Vigília Pascal na Matriz e Capela Aparecida





Dia 20 de Abril  > Domingo de Páscoa
9h00 > Missa da Ressurreição do Senhor  - Igreja Matriz
19h00 > Missa da Ressurreição do Senhor -  Capela Aparecida



segunda-feira, 7 de abril de 2014

O SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO


Segunda, 07 Abril 2014 
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)


O Sacramento da Reconciliação também pode ser chamado de Penitência ou Confissão. Por este sacramento, o cristão recebe da misericórdia de Deus o perdão de seus pecados e, ao mesmo tempo, é reconciliado com a Igreja, à qual feriu com o pecado.
Tivemos o evento “24 horas para o Senhor”, organizado pelo Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização e aberto pelo Papa Francisco em Roma. Tempo para oração, adoração, pregação e confissão. Agora é tempo dos “mutirões de confissões”, quando um grupo de padres da mesma forania ou região atende os fiéis em uma paróquia, dando oportunidade de confessores para distribuir a misericórdia de Deus.
O pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a terra” (Mc 2,10). Este poder Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “O que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18).
As passagens acima citadas são claras: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, Deus deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome! Ligar, desligar significa, na linguagem rabínica do tempo de Jesus, excluir da comunhão com Deus e com a comunidade e acolher novamente na comunhão com Deus e a Igreja. Vale a pena ainda citar Jo 20,22s: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Na potência do Espírito do Cristo ressuscitado, a Igreja continua a obra do Senhor Jesus de perdoar, em seu nome, os pecados. Aparece, portanto, com clareza, que a Igreja recebeu esta autoridade por parte do próprio Cristo.
Podemos perguntar: qual o remédio para o pecado? A resposta é uma só: uma contínua conversão pela penitência. A penitência são as atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. O Catecismo da Igreja Católica explica que “a conversão interior impele à expressão exterior com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência” (n. 1430). E o Catecismo completa, de modo muito preciso: “A penitência interior é uma radical reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos” (n. 1421).
Observe-se bem que: quando falamos de sacramento da Penitência, estamos falando de uma profunda atitude de penitência! É que não tem sentido o sacramento sem a atitude interior; de nada adianta confessar-se sem o sincero sentido do pecado e o firme propósito de conversão! Desde já vai aparecendo claro que o Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial de que somos pecadores. Como diz o Salmista: “Um coração despedaçado e triturado, ó Deus, não rejeitarás! Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo” (Sl 51,19.12).
Recordemo-nos que o pecado é uma ruptura da comunhão com Deus que nos desarruma interiormente e nos faz também romper com os irmãos na fé. O pecado provoca sempre uma ferida não só em nós mesmos, mas também em todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja: eu me torno um membro ferido do Corpo de Cristo, prejudicando todo o Corpo do Senhor.
Assim, o perdão nos restitui a amizade de Deus, a sua graça em nós, dando-nos a verdadeira paz interior, sendo uma verdadeira ressurreição espiritual. É importante notar que essa paz é dada mesmo quando eu não a sinto de modo sensível. Não se trata de sentimentos, mas da realidade do Sacramento, que é ação de Cristo e da Igreja.
O Sacramento também nos reconcilia com a Igreja, comunhão dos irmãos em Cristo, de quem o pecado nos separa. Assim, eu me torno mais forte, pois novamente estou em comunhão com meus irmãos e com a vida da Igreja, que é dada na Palavra do Senhor e nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia. É importante
notar ainda que a Reconciliação fortalece também a Igreja, pois cada membro seu que é curado de seu pecado fortalece todo o Corpo de Cristo.
Nenhum pecado e nenhuma graça são totalmente individuais, mas têm repercussão na Igreja toda!
A Reconciliação é também, em certo sentido, uma antecipação do juízo do Senhor, dando-me a oportunidade de escolher entre a vida e a morte já, agora! Além do mais, ajuda-me muitíssimo a que me mantenha unido ao Senhor pela atenção da minha consciência, pelo cuidado em vigiar para não mais pecar.
O sacramento deixa-me mais forte no combate contra o pecado e minhas más tendências!
A Igreja pede que pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa do Senhor, nos confessemos e comunguemos. Aqui, é necessário deixar bem claro que isto é o mínimo que se pede! Quem ama não dá o mínimo; procura dar o máximo. Assim, o Sacramento da Confissão é um meio de caridade, pois, através deste chegamos a reconciliar com Deus, com a comunidade e conosco mesmo. Isso é de suma importância para a caminhada cristã e para o nosso processo de conversão.
Por isso, eis que, como pastor, recomendo a todos neste tempo quaresmal a se aproximarem dos confessionários para receber as bênçãos de Deus.