quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

XIII NOITE CULTURAL DE NATAL 12/12/2016



Eu vim para que todos tenham Vida, e a tenham em plenitude” (Jo 10,10)

Natal é sempre tempo de fazer memória que Deus vem ao nosso encontro na Pessoa de Jesus de Nazaré, que fomos criados para vivermos VIDA EM PLENITUDE, E NÃO APENAS UM EXISTIR SEM SENTIDO!

E nas muitas maneiras de anunciar a Salvação, temos também a Noite Cultural de Natal, que é momento de congraçamento entre as pastorais, movimentos e comunidades, levando-nos a perceber que na simplicidade da criança de Nazaré está o Salvador do mundo, que convida a cada um e cada uma de nós à conversão, jogar o manto do velho homem, para nos revestirmos do homem novo que é Cristo(Cl 3,10). Deixar de lado a figura do consumo que é o Papai Noel para aderirmos Àquele que nos ensina a partilha, à temperança.

Sim! O Natal de Jesus é o mais importante presente de Deus que deve ser anunciado e desembrulhado em todos os dias de nossa vida para aprendermos o amor a Deus e ao próximo.

Em cada apresentação preparada com muito carinho, quis deixar esta mensagem: Só Jesus nos dá a Vida em abundância!  Ele é a verdadeira Luz que ilumina toda treva do egoísmo, da indiferença, da violência, da desunião, do individualismo, da injustiça, do comodismo. É Aquele que nos liberta integralmente, atingindo o mais profundo do ser. É por isso que existe o Natal

Que a Noite Feliz seja uma realidade do Natal que começou no coração de Deus, mas só se concretiza quando alcançar o coração do homem não tanto com palavras, mas em gestos de amor. Amor maiúsculo que se personifica na humilde criança que nasce em Belém, mas que é o maior tesouro que existe, o Rei do mundo e acima de tudo o Salvador que morre para nos salvar, e ressuscita para nos dar Vida Nova!

Agradeço aos que colaboraram com esta linda noite e aos que participaram.
Se Deus quiser, o ano que vem tem mais!!!


















































































































































domingo, 27 de novembro de 2016

ADVENTO - TEMPO DE ESPERA

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          5 detalhes que talvez não conhecia sobre a Coroa do Advento



Igreja se prepara para iniciar o tempo do Advento neste domingo, 27 de novembro. Como é tradição, os fiéis se reunirão para rezar e acender a primeira vela da Coroa do Advento.
Confira a seguir, 5 detalhes que todo cristão deve saber sobre a Coroa.
1. É exemplo da cristianização da cultura
A Coroa do Advento tem a sua origem em uma tradição pagã europeia, que consistia em prender velas durante o inverso para representar o fogo do deus sol e pedir-lhe que voltasse com sua luz e calor.
Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas e lhes ensinaram que deviam aproveitar esta Coroa do Advento como meio para esperar Cristo, celebrar seu nascimento e lhe pedir que infunda sua luz em suas almas.
2. Sua forma circular é sinal do amor de Deus
O círculo é uma figura geométrica que não tem princípio nem fim. A Coroa do Advento recorda que Deus também não tem princípio nem fim, por isso reflete sua unidade e eternidade. É sinal do amor que se deve ter pelo Senhor e pelo próximo, o qual deve se renovar constantemente e nunca acabar.
3. Os ramos verdes representam Cristo vivo
Verde é a cor da esperança e da vida. Os ramos significam que Cristo está vivo entre nós. A cor verde também recorda a vida de graça, o crescimento espiritual e a esperança que devemos cultivar durante o Advento. O desejo mais importante deve ser querer chegar a uma união mais forte com Deus, nosso Pai, assim como a árvore e seus ramos.
4. As quatro velas representam cada domingo do Advento
As velas permitem refletir sobre a escuridão provocada pelo pecado, o qual deixa o homem cego e o afasta de Deus. Depois da primeira queda do homem, Deus foi dando pouco a pouco uma esperança de salvação que iluminou todo o universo, como as velas da Coroa.
Neste sentido, assim como as trevas se dissipam com cada vela que acendemos, os séculos foram se iluminando cada vez mais com a proximidade da chegada de Cristo ao mundo.
As quatro velas colocadas na Coroa de Advento são acesas semana a semana, nos quatro domingos do Advento e com uma oração especial.
5. Uma das velas é rosa
Tradicionalmente as velas da Coroa de Advento são três roxas e uma rosa, esta é acesa no terceiro Domingo do Advento. Este dia é conhecido também como “Domingo Gaudete”, ou da alegria, devido à primeira palavra do prefácio da Missa: Gaudete (regozijem-se).
A cor roxa representa o espírito de vigilância, penitência e sacrifício que devemos ter para nos prepararmos adequadamente para a chegada de Cristo. A cor rosa representa a alegria que sentimos diante da proximidade do nascimento do Senhor.
Em alguns lugares, todas as velas da Coroa são substituídas por velas vermelhas e, na Noite de Natal, é colocada no centro da coroa uma vela branca, simbolizando Cristo como centro de tudo que existe.
Sugestões
a) Recomenda-se fazer a coroa de Advento em família, aproveitando a ocasião para ensinar as crianças o sentido e o significado de tal símbolo do Natal.
b) A coroa deverá estar em um lugar especial da casa, de preferência onde seja facilmente visível por todos, recordando assim a vinda cada vez mais próxima do Senhor Jesus e a importância de se preparar bem para este momento.
c) É conveniente fixar um horário para se fazer a liturgia da Coroa do Advento de maneira que seja uma ocasião familiar e ordenada, com a participação consciente de todos.

d) Recomenda-se repartir as funções de cada membro da família durante a liturgia. Um acende a vela, outro lê a passagem bíblica, outro faz algumas preces, a fim de que todos possam participar e que seja uma ocasião de encontro familiar.

sábado, 19 de novembro de 2016

CRISTO REI DO UNIVERSO - DIA DO LEIGO

A vocação dos leigos

Os leigos são todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os que foram incorporados a Cristo pelo Batismo, que formam o Povo de Deus, e que participam da função sacerdotal, profética e régia de Cristo.
Os cristãos leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja; e devem ter uma consciência clara, não somente de pertencerem à Igreja, mas de “serem” Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com eles. Eles são a Igreja.
O leigo tem como vocação própria, procurar o Reino de Deus exercendo funções no mundo, no trabalho, mas ordenando-as segundo o Plano e a vontade de Deus. Cristo os chama a ser “sal da terra e luz do mundo”. O leigo chega aonde o sacerdote não chega. Ele deve levar a luz de Cristo aos ambientes de trevas, de pecado, de injustiça, de violência, etc. Assim, no mundo do trabalho, levando tudo a Deus, o leigo contribui para o louvor do Criador. Ele constrói o mundo pelo trabalho, e assim coloca na obra de Deus a sua assinatura.  Torna-se co-criador com Deus.
O Concílio Vaticano II resgatou a atividade do leigo na Igreja: “Os leigos que forem capazes e que se formarem para isto podem também dar sua colaboração na formação catequética, no ensino das ciências sagradas e atuar nos meios de comunicação social.” (CIC §906)
Sendo assim, todos os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, “eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que sem ela o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito”. (CIC §900)
“Os leigos podem também sentir-se chamados ou vir a ser chamados para colaborar com os próprios pastores no serviço da comunidade eclesial, para o crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios bem diversificados, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar neles.” (CIC §910)
Os leigos podem cooperar juridicamente no exercício do poder de governo da Igreja, participando nos concílios particulares, nos sínodos diocesanos nos conselhos pastorais; do exercício do encargo pastoral de uma paróquia; da colaboração nos conselhos de assuntos econômicos; da participação nos tribunais eclesiásticos etc. (cf. CIC §911)
O Código de Direito Canônico dá ao leigo o direito e o dever de dar a sua opinião aos pastores: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, deem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis. (CIC §907; Cânon 212,3). Assim, os leigos devem se manifestar aos outros e aos pastores, quando observa que algo errado se passa na Igreja: ensinamentos errados discordantes com o Magistério da Igreja, conduta incorreta de pessoas do clero, etc.

 POR PROF. FELIPE AQUINO

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

XII ASSEMBLÉIA PAROQUIAL



                À luz do Documento de Aparecida, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, dentre outros materiais, foi construído o VII Plano de Pastoral da Diocese de Piracicaba. O Plano tem na sua essência alguns elementos comuns que visam tornar a paróquia toda missionária. Dessa forma, o convite ou a proposta é para que toda a paróquia encare este desafio e articule sua implementação tendo como fios condutores a fé e o amor em Cristo, o anúncio do querigma, sem perder o elemento de inculturação que toda comunidade (ou realidade particular) possui.
               
                É importante ressaltar que a escolha de ações e estratégias para a execução  do plano vai implicar, necessariamente, o envolvimento e o comprometimento de todos com a realização das mesmas. Por isso é importante estar consciente deste compromisso de ação é de todos e não apenas de uma pessoa, no caso o líder da Pastoral.
                Desejando que o Espírito Santo os envolva num clima de oração, sabedoria, ânimo, disponibilidade e paz, e esperançosos para que o trabalho a que todos nos propomos no nosso 1º plano pastoral paroquial, faça gerar os frutos de justiça, de paz, de vida plena para todos... “Não temos a ‘varinha mágica’ para tudo, mas possuímos a confiança no Senhor que nos acompanha e nunca nos abandona” (Papa Francisco). Vamos juntos encarar o nosso 1º Plano de Pastoral Paroquial, já temos 25 anos de paróquia mas este é o primeiro de outros planos de pastoral que surgirão ao longo da nossa caminhada pastoral. Muito obrigado a todos que participarão e organizarão mais esta assembléia paroquial. Deus seja Louvado Hoje e Sempre. com minha benção diaconal e todo meu apoio e carinho, juntos venceremos!




























                

domingo, 6 de novembro de 2016

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS




A Solenidade de TODOS OS SANTOS é a festa da Vida 
e celebra a plenitude da Vida cristã e a Santidade de Deus manifestada em seus filhos, os santos da Igreja 

Celebramos, como uma antecipação e em comunhão com a liturgia celeste, 
a vitória daqueles irmãos nossos que superaram "a grande tribulação", 
e estão marcados com o selo do Deus vivo. 
Recordamos aqueles que vivem para sempre diante de Deus, 
entre os quais, se encontram nossos entes queridos que já faleceram.
Nossa fé é culto à Vida, porque o nosso Deus é um Deus dos vivos e
pelo Espírito nos dá a Vida em Cristo Jesus ressuscitado dentre os mortos. 
Por isso a festa de hoje é um convite total à alegria esperançosa,
que nasce das profundezas da Vida, da aspiração da felicidade sem ocaso.

A Fonte da santidade cristã é Deus:   
A santidade tem seu início, seu crescimento e consumação 
na graça de Deus, no amor gratuito do Senhor, que derrama seu Espírito 
em nossos corações para que possamos chamá-lo "Pai", 
pois nos faz seus filhos em seu Filho Jesus Cristo (LG 14,2).
Portanto, a santidade não é mero produto de nosso esforço somente,
nem tão pouco resultado automático da graça, mas efeito da ação de Deus. 

A santidade tem duas dimensões:
A Santidade não é fruto do esforço humano,
que procura alcançar Deus com suas forças. 
É ação de Deus em nós pelo dom do Espírito Santo e 
resposta do cristão a esse dom e presença de Deus.
A Santidade cristã manifesta-se como uma participação na vida de Deus,
que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, 
especialmente com os Sacramentos. 

A Morada dos Santos será o CÉU,
que não é um lugar, mas um estado de felicidade 
na presença e companhia de Deus, dos anjos e dos santos. 
Em que consiste, supera a nossa imaginação e entendimento: 
"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem pode imaginar 
o que Deus preparou para aqueles que o ama" (1 Cor2,9).
"Agora vemos como num espelho, mas depois veremos face a face" (13,12).
E a ETERNIDADE não um "eterno descanso", 
mas vida ativa e intensa com Deus.

Quem é santo?
SANTO significa que não tem nada de imperfeito, de fraco, de precário.
Neste sentido, só Deus é santo. No entanto, por graça de Deus, 
participamos da sua Santidade e nos unimos a todos os irmãos. 
Essa doutrina era tão viva nos primeiros séculos,
que os membros da Igreja não hesitavam em chamar-se: "Santos" 
e a própria Igreja era chamada de "Comunhão dos Santos".

O que é a Comunhão dos Santos?
"Essa expressão indica em primeiro lugar a comum participação 
  de todos os membros da Igreja nas COISAS SANTAS:
  a fé, os Sacramentos, os Carismas e outros dons espirituais". (CCIC 194)
"Designa também a comunhão entre as PESSOAS SANTAS
  ou seja, entre as que pela graça estão unidas a Cristo morto e ressuscitado.  
  Alguns são peregrinos na terra; outros, tendo deixado essa vida,
  estão se purificando ajudados também pelas nossas orações; 
  outros enfim já gozam da glória de Deus e intercedem por nós. 
  Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja, 
  para a glória da Trindade." (CCIC 195)

Quem são os santos?
- Não são apenas aqueles que estão nos altares, declarados santos pela Igreja.
  Não são apenas pessoas privilegiadas do passado, que já nasceram santas...
- São todas aquelas pessoas que vivem unidas a Deus, construindo o bem.
  São pessoas normais, que no passado e no presente
  dão testemunho de fidelidade a Cristo. 

As Leituras de hoje revelam o projeto de Deus a respeito do homem:
quer torná-lo participante da sua Santidade.



domingo, 9 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA APARECIDA


HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA
Nossa Senhora Aparecida, é a forma como Nossa Senhora é carinhosamente chamada no Brasil, país do qual é padroeira. Ela é reverenciada numa estátua de Nossa Senhora da Conceição, vestida com um manto azul todo enfeitado. Ela fica exposta na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, interior do Estado de São Paulo. A festa em sua honra é celebrada no dia 12 de outubro, também dia das crianças. Este dia é feriado para os brasileiros desde 1980, quando a basílica foi consagrada por João Paulo II em sua primeira visita ao Brasil. A basílica de Aparecida é a segunda maior do mundo, a quarta igreja mariana que recebe mais visitas no mundo, com a incrível capacidade de receber 45 mil romeiros no seu interior.
História de Nossa Senhora aparecida
Os fatos foram registrados primeiramente pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757. Esses registros foram feitos nos livros da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, à qual pertencia a região onde a imagem foi encontrada. A imagem apareceu em outubro de 1717. E os fatos aconteceram assim:
Dom Pedro de Almeida, governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, homem que detinha também o título de Conde de Assumar, passava por Guaratinguetá, SP, quando viajava para Vila Rica, MG. A população organizou uma festa para receber o conde de Assumar. Para prepararem a comida, pescadores foram para o rio Paraíba com a difícil missão de conseguirem muitos peixes para a comitiva do governador, mesmo não sendo tempo de pesca. Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, sentindo o peso de sua responsabilidade, fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, na altura do Porto Itaguaçu, já desistindo da pescaria, João Alves lançou a rede novamente. Não pegou nenhum peixe, mas apanhou a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém, faltando a cabeça. Emocionado, lançou de novo a rede e, desta vez, pegou a cabeça que se encaixou perfeitamente na pequena imagem. Só este fato, já foi um grande milagre. Mas, após esse achado, eles apanharam tamanha quantidade de peixes que tiveram que retornar ao porto com medo de a canoa virar. Os pescadores chegaram a Guaratinguetá eufóricos e emocionados com o que presenciaram e toda a população entendeu o fato como intervenção divina. Assim aconteceu o primeiro de muitos milagres pela ação de Nossa Senhora Aparecida.
Devoção a Nossa Senhora Aparecida
A imagem ficou na casa de Filipe Pedroso por 15 anos. Ali, os amigos e vizinhos se encontravam para rezar à Nossa Senhora da Conceição. Graças e mais graças começaram a acontecer e a história se espalhava Brasil afora. Por várias vezes, à noite, ao rezarem junto à imagem, as pessoas viam que as luzes se apagavam e depois acendiam misteriosamente. Então, todo o povo da vizinhança passou a rezar aos pés da imagem. Construíram um pequeno oratório em Itaguaçu, que em pouco tempo já não comportava o grande número de fieis que para lá acorria.
Primeira Capela
O vigário da cidade de Guaratinguetá resolveu construir uma capela no morro dos Coqueiros. As obras terminaram em julho de 1745. O filho de Filipe Pedroso ajudou a construir essa capela. No dia 20 de abril de 1822, o imperador Dom Pedro I, juntamente com uma grande comitiva, fizeram uma visita à capela para homenagear a imagem milagrosa da Senhora de Aparecida, como também é conhecida.
A quantidade de pessoas e romeiros que visitavam a imagem aumentava a cada dia. Por isso, em 1834, deram início às obras da igreja que é conhecida hoje como Basílica Velha. Ela era bem maior que a capela e foi consagrada no dia 8 de dezembro do ano de 1888.
Coroa e Manto de Nossa Senhora Aparecida
Em sua segunda visita à basílica, feita no dia 6 de novembro de 1888, a Princesa Isabel ofereceu à santa uma bela coroa feita de ouro, enfeitada com rubis e diamantes. Era o cumprimento da promessa feita 20 anos antes, na primeira visita feita à imagem.
Missionários Redentoristas
Os Missionários Redentoristas, congregação de origem italiana, chegaram a Aparecida em outubro de 1894. Eram padres, religiosos e irmãos que se dedicavam ao trabalho de atender a todos os romeiros que chegavam para rezar e cumprir suas promessas a Nossa Senhora Aparecida.
Coroação e favores
A imagem foi solenemente coroada – com a coroa que a Princesa Isabel doou – em 8 de setembro de 1904. A imagem passou a ser apresentada, então, com o manto azul anil, bordado com ouro e pedras preciosas. A celebração foi presidida por Dom José Camargo Barros. Estavam presentes o Núncio Apostólico, vários bispos, o senhor Rodrigues Alves, então Presidente da República, e grande multidão. Após este fato, o Santo Padre concedeu ao Santuário de Aparecida outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida e indulgências para os romeiros em peregrinação ao Santuário.
A BASÍLICA E A CIDADE
Em 29 de abril de 1908, a igreja passou a ser chamada de Basílica Menor e sua sagração se deu no dia 5 de setembro de 1909. Para a solenidade o Papa Pio X enviou, de Roma, relíquias de São Vicente Mártir. No dia 17 de dezembro de 1928, a vila que crescera em volta da Basílica e que pertencia ao município de Guaratinguetá, fica independente, tornando-se o município de Aparecida do Norte. Hoje, a cidade se chama Aparecida.
Nossa Senhora Aparecida, Rainha e padroeira do Brasil
Papa Pio XI decreta Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil no dia 16 de julho de 1930. A Lei Federal nº 6.802 (30/06/1980) decreta oficialmente o dia 12 de outubro como feriado nacional, dia de devoção à santa. Esta Lei Federal também reconhece Maria como sendo a protetora do Brasil.
Rosa de Ouro
Em 1967, na festa de 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a Rosa de Ouro, gesto repetido pelo Papa Bento XVI, que ofereceu outra Rosa, em 2007, por ocasião de sua Viagem Apostólica ao país, reconhecendo a importância da devoção a Nossa Senhora Aparecida e do Santuário de Aparecida para o Brasil.
Nova Basílica
O fenômeno de Aparecida é impressionante. O número de romeiros cresce, cresce, cresce. Milhares de graças e milagres são relatados ano após ano. Por isso, uma nova basílica, bem maior, começou a ser construída em 1955 para acolher o numeroso fluxo de romeiros vindos de todo o país. Benedito Calixto, o arquiteto responsável pela obra, idealizou um edifício no formato da cruz grega. A igreja tem 168m de largura por 173m de comprimento. Suas naves chegam a 40m de altura e a cúpula central alcança 70m de pé direito. É uma obra impressionante. No dia 4 de julho de 1980, numa celebração eucarística solenemente conduzida pelo Papa João Paulo II, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida foi finalmente consagrada. O santuário de Aparecida é a maior basílica do mundo dedicada à Maria Mãe de Deus.
Oração a Nossa Senhora Aparecida
Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades. Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.  Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha Mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte.  Assim pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.