domingo, 12 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA APARECIDA










NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL E PROTETORA DAS CRIANÇAS 

           
 Celebramos hoje em todo o Brasil a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

           
            A devoção a Nossa Senhora Aparecida, uma das principais expressões da piedade do povo brasileiro, teve início em 1717, com três humildes pescadores.
           
            Desde este momento, tem inicio uma devoção simples, e que se vai firmando no decorrer dos anos, e se torna de grande expressão para o povo brasileiro.
           
A MENSAGEM DE APARECIDA:
            A Mãe de Deus se manifestou de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial.
            Mas, há uma mensagem bem clara, que brota da própria imagem e do contexto histórico em que ela apareceu no rio Paraíba.


1. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS OFERECE JESUS:
            A imagem pequenina é uma escultura da Imaculada Conceição. Ela está grávida, porque a missão de Maria é oferecer-nos Jesus, fruto bendito do seu ventre.

2. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS UNE A JESUS:
            A cabeça vem separada do corpo. Como Maria é imagem da Igreja, tal separação representa simbolicamente o Povo de Deus, como corpo e o próprio Cristo, como Cabeça de uma nova humanidade. É preciso unir corpo e cabeça para que o povo se torne Corpo místico de Cristo.

3. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CHAMA A SER IGREJA:
            Foi pescada e colocada dentro duma Barca, símbolo evangélico da Igreja de Jesus. Ela nos convida a viver dentro da Igreja, como participantes fiéis e ativos.

4. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CONVIDA À ORAÇÃO:
            Tem as mãos postas em oração, revelando seu papel de intercessora junto a Deus por nós e convidando-nos a nos unir a ela em oração.

5. NOSSA SENHORA APARECIDA BROTA DAS ÁGUAS:
            A água é elemento de vida e de purificação. Ela nos lembra a importância do nosso batismo como novo nascimento e da confissão, como purificação e perdão.

6. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS POBRES:
            Deixa-se pescar por três pescadores pobres e trabalhadores. E as casas desses pobres tornam-se o primeiro templo de Nossa Senhora Aparecida.

7. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS NEGROS:
            A cor negra da imagem traduz a solidariedade de Maria com a raça negra,
tão injustamente escravizada. Sua cor denuncia o pecado do preconceito racial e anuncia a esperança de libertação.

8. NOSSA SENHORA APARECIDA É O SORRISO DE DEUS PARA NÓS:
            Os lábios da imagem estão entreabertos num doce sorriso. É um sorriso de bondade maternal, que alimenta nossa confiança na misericórdia de Deus para conosco.
            Que Maria proteja com maternal proteção todas as CRIANÇAS, para que evitem todos os perigos desse mundo violento e possam descobrir os verdadeiros valores da vida.

                                          



sábado, 4 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MÊS MISSIONÁRIO


OUTUBRO | mês missionário

As nações caminharão à sua luz [Ap 21, 24]
         O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos no seu caminhar na história rumo a Deus, para que encontrem Nele a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.
[Bento XVI]

Oração para cada dia
1. Deus nosso Pai, dá-nos a graça de viver este mês missionário seguindo o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, anunciando o Evangelho e crescendo no amor à missão, através da oração e da partilha.
2. Deus nosso Pai, que na Tua admirável providência envias os santos Anjos para nos guardarem, escuta as nossas súplicas e dirige os nossos passos no caminho da salvação e da paz.
3. Deus nosso Pai, envia sobre nós o Teu Espírito para que, no seguimento de Cristo, sejamos capazes de rasgar horizontes novos de missão na Igreja.
4. Deus nosso Pai, abençoa os bispos para que, escutando a voz do Espírito e discernindo os sinais dos tempos, a Igreja seja uma voz profética promovendo a reconciliação, a justiça e a paz, criando unidade entre os povos de todos os continentes e anunciando o Evangelho.
5. Deus nosso Pai, louvado sejas pela beleza do céu e da terra, obra das Tuas mãos! Dá-nos a sabedoria para sabermos viver em harmonia com todos os seres da natureza e defender a integridade da Criação.
6. Deus nosso Pai, derrama a Tua bênção sobre o continente europeu para que saiba acolher no seu seio os imigrantes e os refugiados. E, assim, possa crescer no respeito pelos outros povos e culturas.
7. Deus nosso Pai, dá-nos a Tua graça para que, à semelhança de Maria de Nazaré, cada um de nós procure escutar a Palavra de Deus e anunciá-la aos outros com paixão e alegria.
8. Deus nosso Pai, abençoa os jovens e derrama o Teu amor nos seus corações para que eles coloquem a sua força, generosidade e entusiasmo ao serviço da paz, da justiça e da fraternidade entre os povos.
9. Deus nosso Pai, dá-nos coragem para imitar os santos mártires, seguindo o seu exemplo na renúncia à glória deste mundo e na entrega generosa da vida ao serviço do Evangelho.
10. Deus nosso Pai, que manifestaste em São Daniel Comboni um exemplo de amor a Ti e aos povos da África, faz que imitando o seu zelo missionário, nos consagremos à evangelização dos irmãos mais pobres.
11. Senhor Jesus, nosso amigo, abençoa as crianças das nossas paróquias e desperta nelas o amor pelas crianças dos outros continentes, sobretudo as que sofrem por causa da doença, da guerra e da fome.
12. Senhor Jesus, amigo dos pobres e dos pequenos, olha para o vasto continente americano e faz da Igreja uma Igreja missionária comprometida com as lutas do povo e sinal de esperança para os mais pobres.
13. Senhor Jesus, amigos dos doentes, derrama sobre eles a Tua bênção, para que, na fé e na esperança, sintam a Tua presença e possam oferecer o seu sofrimento pelo anúncio do Evangelho a todos os povos.
14. Senhor Jesus, por intercessão de S. João Maria Vianey, ilumina todos os sacerdotes, para que possam compreender cada vez melhor a importância do seu papel e da sua missão na Igreja.
15. Senhor Jesus, pedimos por todos os membros da vida consagrada para que o testemunho de uma vida pobre, casta e obediente, e a entrega generosa à missão sejam sinal profético da presença do Reino neste momento da história que atravessamos.
16. Senhor Jesus ilumina os nossos corações para que sejamos construtores da paz, respeitando e acolhendo os outros como irmãos, e colaborando com eles na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
17. Senhor Jesus, nosso amigo, ensina-nos a crescer na renúncia e no desprendimento dos bens materiais, a fim de sermos cada vez mais solidários com os que nada têm e, deste modo, testemunhar que a verdadeira alegria está mais em dar do que em receber.
18. Deus, nosso Pai, desça sobre nós a Tua bênção, para que a oração pela missão, a dedicação ao anúncio do Evangelho e o apoio à Igreja missionária continuem presentes, hoje e sempre, na vida de cada batizado e de cada comunidade cristã.
19. Deus, nosso Pai, fonte da Missão, fazei que seguindo o exemplo do Apóstolo São Paulo, cada batizado assuma a sua vocação missionária, anunciando Jesus Cristo com paixão e alegria.
20. Deus, nosso Pai, envia sobre nós o Teu Espírito para darmos testemunho da nossa fé em Cristo, vivermos com alegria a esperança do Reino e amarmos a todos com genuína caridade.
21. Deus, nosso Pai, envia o Teu Espírito sobre as Igrejas da Ásia para estarem sempre ao lado dos pobres, crescerem no diálogo com as diversas tradições religiosas e serem fermento de vida nova.
22. Deus, nosso Pai, fonte de toda a santidade, derrama sobre a Igreja a abundância da Tua bênção, para que, segundo o Teu desígnio de amor, surjam muitas vocações missionárias para o serviço do povo de Deus e o anúncio da Boa Nova do Reino.
23. Deus, nosso Pai, protege e conforta os doentes, os idosos e os que vivem sós, sobretudo os que mais sofrem. Que eles sintam a Tua presença consoladora através do apoio e solidariedade dos irmãos.
24. Deus, nosso Pai, pedimos-Te pelas nossas Igreja locais. Que elas descubram que também foram enviadas em missão e vivam sempre em dinamismo missionário, através da oração pelas missões, da cooperação e da partilha com as igrejas mais necessitadas.
25. Deus, nosso Pai, abençoa a Igreja da África. Que as orientações do Sínodo Africano mobilizem os cristãos para serem testemunhas da verdade e da justiça, defensores da paz e da liberdade, profetas e construtores de uma África mais justa e fraterna.
26. Deus, nosso Pai, pedimos-Te por todos os leigos missionários. Abençoa o seu trabalho e faz com que sejam fiéis à sua vocação, servindo a missão e dando testemunho de Jesus Cristo na vida familiar, profissional, social e eclesial.
27. Deus, nosso Pai, olha com bondade para os povos da Oceania e faz da Tua Igreja uma Igreja missionária, acolhedora e aberta ao diálogo, para construir pontes entre pessoas, grupos e nações, e dar a conhecer a todos a Boa Nova do Reino de Deus.
28. Deus, nosso Pai, fonte de misericórdia, que nos fizeste chegar ao conhecimento do Teu nome por meio dos bem-aventurados Apóstolos, concede-nos, por intercessão de São Simão e São Judas, que a Igreja cresça continuamente com a conversão dos povos ao Evangelho.
29. Deus, nosso Pai, abençoa as famílias cristãs para que sejam verdadeiras comunidades domésticas onde a fé possa ser vivida com entusiasmo, o amor cresça entre todos os seus membros e a abertura aos outros se concretize no acolhimento e na partilha.
30. Deus, nosso Pai, fonte do amor e da missão, dá-nos a coragem de partir ao encontro dos outros, saindo do nosso egoísmo e do nosso conforto. Dá-nos a graça de viver sempre em espírito de missão.
31. Deus, nosso Pai, concede-nos, a nós que celebramos este mês das missões, a graça de permanecermos fiéis à nossa vocação cristã, abertos à dimensão missionária da Igreja e prontos para dar testemunho de Jesus a todos aqueles que ainda o não conhecem.

Escrito por José Luís. Publicado em Nos trilhos de Deus

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DIA DO CATEQUISTA PAROQUIAL


 CELEBRAÇÃO DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ E DIA PAROQUIAL DOS CATEQUISTAS (14/9/2014)

Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Único, para que todo aquele que nele crer não pereça. Mas tenha vida eterna” (Jo 3,16)

           
Com a Celebração da Exaltação da Santa Cruz, celebrou-se o Dia Paroquial dos catequistas da iniciação da vida Cristã. Ambas têm profunda ligação, pois se Deus revela em Jesus Cristo seu infinito amor, o anúncio da catequese não deve ser outro senão esse: No Deus que é misericórdia sem limites, cuja bondade é um tesouro infinito, cresça em nós a compreensão e o reconhecimento com quanto amor fomos criados, com que sangue fomos redimidos e com que espírito fomos regenerados a partir da experiência pessoal de cada catequista. Só então é possível que a catequese seja encontro de pessoas que desejam conhecer e amar mais a Jesus.

            Que o nosso coração saiba louvar a Deus misericordioso que não nos trata segundo nossas faltas, mas se supera em amor, em graça, não apenas vindo ao nosso encontro, mas correndo atrás de nós.
            Minha benção, queridas catequistas, e firmeza na paixão de anunciar!

Diácono flori


















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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A PRIMAVERA ESTA CHEGANDO...




PRIMAVERA: TEMPO DE RENOVAÇÃO (22/9/2014)
Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão seus ramos” (Jó 14,7)
            Queridos irmãos e irmãs, a primavera chegou. Abra seu coração, pois Deus quer lançar uma semente dentro dele.
A Primavera este ano inicia precisamente na segunda-feira, às 23h29, com a chegada da nova estação, há uma mudança no regime de chuvas e temperaturas na maior parte do Brasil. Os dias são mais compridos e a luminosidade é muito maior. Todas estas mudanças climáticas afetam também a vida de todos os seres na terra. È nesta época que a maioria das espécies procriam. As flores, especialmente as flores, se fazem presentes neste período. Desabrocham, crescem, enfeitam e perfumam tudo a nossa volta.
        
A Primavera é uma estação especial porque dá a vida um clima de otimismo, de renovação. Traz-noz a sensação de que as coisas boas acontecem e, principalmente, de que o amor está no ar. No canto dos pássaros, na beleza dos jardins, em cada pessoa, em cada sorriso.
         Aproveite o sol no rosto, o vento nos cabelos, o perfume e a beleza das flores. Curta o clima nas ruas e parques, pise descalço na grama e sinta a natureza ao seu redor.
Nos países da América do Norte a neve derrete e muitos animais acordam depois de dormirem durante o período mais frio do inverno. Já nas regiões polares, a primavera começa mais tarde e não dura muito tempo. Durante a primavera os dias são mais longos e a temperatura mais elevada que no inverno. Porém, em países tropicais como o nosso, em muitas regiões a primavera não traz muitas alterações no clima quando comparada ao inverno, principalmente se ele não tiver sido muito rigoroso.
Quando a Bíblia Sagrada foca esta estação colorida, nos passa grande lição. Diz que a vida, a beleza e o vigor da juventude, são coisas passageiras, e a Palavra de Deus é eterna: “Na verdade o povo é relva. Seca-se a relva e cai a sua flor; mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre” - Isaías 40. 7 b – 8).   


Época de flores, muitas flores. Assim é reconhecida a primavera, estação que fica entre o inverno e o verão. Então, esse é o momento de se observar a natureza colorida de flores e aproveitar para passar muitas horas em contato com ela. O que acontece na primavera? As flores desabrocham, enchendo os jardins e florestas. 

           


Que nos “invernos” de nossa vida, quando sentimos que o frio das dificuldades, das amarguras querem nos consumir aproveitemos o reverdecer das plantas e deixemos nosso coração abrasar-se pela Palavra de Deus que nos fortalece e inundemos a nossa vida de radiante esperança: “pois uma arvore tem esperança; mesmo que a cortem tornará a brotar, e não faltarão os seus ramos. Se envelhecer na terra a sua raiz e morrer o seu tronco no pó, ao cheiro da água rebrotará e produzirá folhagem como planta nova” (Jó 14, 7-8)
       



Que o Mestre de Nazaré nos inspire, e nas turbulências, preocupações e correria da vida, tenhamos a coragem de parar e admirar a natureza como Ele fazia: Olhai os pássaros do céu ...olhai os lírios do campo” (Mt 6, 26.28)

Peça ao Senhor a chuva de primavera, pois, é o Senhor quem faz o trovão, quem manda a chuva e lhes dá as plantas do campo. (Zc 10,1)
Que na graça e benção do Senhor da Vida, haja sempre primavera em seu coração!
Deixe germinar a semente do amor, da paz, da fraternidade...
Diác. Flori


domingo, 14 de setembro de 2014

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Solenidade da Exaltação da Santa Cruz (14/9/2014)

       

  A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos hoje, 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.

        A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, quando a serpente do paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida. (Gn 3,17-19)

        No deserto, a serpente também provocou a morte dos filhos de Israel, que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21,4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que intercedesse junto ao Senhor para livrá-los das serpentes. Assim, o Senhor, com sua bondade infinita, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria. (Nm 21,8-9)

        Esses símbolos do passado, muito conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte), nos dizem que na Festa da Exaltação da Santa Cruz, no lugar da serpente de bronze pendurado no alto de um poste de madeira, encontramos o próprio Jesus levantado no lenho da Cruz. Se o pecado e a morte tiveram sua entrada neste mundo através do demônio (serpente do paraíso) e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna vêm do Cristo levantado no alto da Cruz, de onde Ele atrai para si os olhares de toda a humanidade. Assim, a Igreja canta na Liturgia Eucarística de Festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por Ti redimidos, te cantamos louvor!”
 
        A Cruz não é uma divindade, um ídolo feito de madeira, barro ou bronze, mas sim, santa e sagrada, onde pendeu o Salvador do mundo. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela CRUZ, o Senhor continua a derramar sobre nós.


Pe. Candido Ap. Mariano
Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus – Rio Claro-SP



terça-feira, 9 de setembro de 2014

MÊS DA BÍBLIA


POR QUE SETEMBRO É O MÊS DA BÍBLIA?

A IGREJA CELEBRA O MÊS DA BÍBLIA: UM JARDIM FLORIDO COM AS FLORES DE DEUS.
 
          Por causa da Páscoa de São Jerônimo, dia 30 de setembro, autor no Século IV da tradução latina da Bíblia, e grande estudioso e apaixonado pela Sagrada escritura.  Este trabalho ele realizou durante 35 anos, em uma gruta de Belém, a pedido do Papa Dâmaso, de 385 a 420.

          Desde a majestosa simplicidade da História dos Primórdios nos primeiros capítulos do Gênesis, a vocação de Abraão, a era dos patriarcas, o Êxodo, dominado pela figura empolgante de Moisés, e a grande história do deserto, das maravilhas de Deus, da Aliança do Sinai.

          Depois, os Juízes e os Reis, com as figuras insuperáveis de Davi e Salomão. E a divisão do povo em dois reinos: O de Judá e de Israel. O Exílio na Babilônia e a volta e a recomposição.

          Tudo isso iluminado pela Palavra dos profetas, que iam mostrando o sentido das coisas de Deus para além das vicissitudes das guerras e do domínio da terra. E tudo cantado em canções de louvor, de súplica e às vezes de dor e contrição. São os Salmos, cuja poesia não é superada por nenhuma poesia humana.

        
  Depois vem o Novo Testamento, quando Deus, “depois de ter falado mil vezes e de diversos modos aos Pais pelos profetas, falou definitivamente no filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual fez os séculos” (Hb 1,1s). Nada mais sábio nem mais santo do que o livro do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, nas quatro redações: dos sinóticos e de São João, continuando depois como que num eco de vida e de eficácia no Livro dos Atos dos Apóstolos e nas cartas de São Paulo e de outros apóstolos, terminando com o Apocalipse, que é um cântico de vitória e de esperança.
         
         

Na Bíblia, Deus nos revela
 através de palavras e de acontecimentos intimamente entrelaçados, de tal sorte que as obras ajudam a manifestar e confirmar os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras; e estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido (cfr DV 2/162). E Deus se serve de autores humanos, por Ele inspirados e de linguagem humana e até dos gêneros literários usados em cada época para nos manifestar a sua verdade. É o que São João Crisóstomo chamou de “Divina Condescendência”. Deus desce até nós. Fica perto de nós.

          O Mês da Bíblia há de nos ajudar a nos familiarizarmos sempre mais com o texto sagrado, não só pela leitura que deles se faz na liturgia, mas em nossas leituras e meditações pessoais ou nos círculos Bíblicos e grupos de reflexão que hoje fazem crescer tanto a Igreja, alimentada com a Palavra de Deus. E seria muito importante nos lembrarmos de que o Espírito não só inspirou os autores sagrados para que escrevessem os livros, mas continua de algum modo misterioso a inspirar a Igreja e os fiéis, quando lemos esses livros. Por isso mesmo, não se lê a Sagrada Escritura apenas por uma curiosidade científica ou para deleite estético. É um falar com Deus.
          Lembramo-nos de que assim se estabelece colóquio entre Deus e o homem, uma vez que ” A Ele falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Santo Ambrósio , apud DV 25/196).


domingo, 24 de agosto de 2014

DIA DO CATEQUISTA



VOCAÇÃO DO CATEQUISTA: ANÚNCIO DO REINO E TESTEMUNHO DE SANTIDADE 

Queridos Catequistas,

       Como é bom saber que, em meio a tantos desafios à vivência da fé, há uma corrente do bem formada por catequistas que acreditam que tais desafios são possibilidades de vida.

      


Apaixonado (a) pela Palavra de Deus, cada um de nós um dia ouviu o apelo para seguir Jesus Cristo, juntou-se fraternalmente aos demais discípulos e se entregou à missão de “fazer ecoar a palavra” em todo lugar. Nossa missão é colaborar na construção de um mundo onde o reinado de Deus se dê na justiça e na paz.
      
       Entre as outras vocações no mês de agosto, celebramos o Dia do Catequista; para bem celebrá-lo lembramos das palavras do Papa Francisco: “ Ser catequista é uma vocação. É dar testemunho da fé, ser coerente na sua vida. Nós ajudamos, nós conduzimos ao encontro com Cristo com palavras e vida, como testemunho” (Discurso aos catequistas no Congresso Internacional de Catequese, Roma, setembro/2013)

      
O Papa ainda nesta ocasião, considerou ainda que vocação é caso de amor. É amor que vem e vai, entre Cristo, catequista, catequizando, comunidade... É receber e dar amor. Ele indicou-nos os meios para cultivar este amor que vem de Cristo:

1.   PERMANECER EM JESUS. Ter familiaridade com Ele. Ficar em sua presença. Deixar-nos olhar por Ele. Aquecer o coração com o amor Dele para aquecermos aos outros;
2.   DESCENTRALIZAR-SE E ABRIR-SE PARA OS OUTROS, assim como Jesus fez. Consciente de que recebeu o dom da fé, o catequista dá esse dom de presente aos outros;
3.   IR ALÉM, SEM MEDO, COM DINAMISMO E CRIATIVIDADE! Abrir as portas, ir à periferia, ir aonde houver necessidade, pois quem nos espera no coração do irmão que sofre ou não tem fé é Jesus. Catequista é quem tem audácia de traçar novos caminhos para a proclamação do Evangelho.

      
 Na certeza de que Jesus nos antecede e toma sempre a iniciativa no amor, prossigamos nossa missão com alegria, sob o olhar materno de Maria, que no céu, assunta, olha por todos nós.

       Que sejamos alegres e felizes em nossa vocação, pois assim fomos chamados para sermos parceiros na construção da Civilização do Amor!



Abençoado Dia do Catequista, com paixão de anunciar o Amor Encarnado do Pai: Jesus Cristo,

Com carinho e minha bênção
                                                                     Diácono Flori 

sábado, 16 de agosto de 2014

VOCAÇÃO RELIGIOSA


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA-VOCAÇÃO RELIGIOSA (17/8/2014)



        No terceiro domingo do mês Vocacional celebramos a Vocação Religiosa. Quando nos referimos à vida religiosa, temos presente os homens e as mulheres que, vivendo em comunidade, buscam a perfeição pessoal e assumem a missão própria do seu Instituto, Ordem ou Congregação. Na solenidade da Assunção de Maria ao Céu, a Igreja lembra que a Mãe de Jesus é modelo para todos os cristãos, e, de forma particular, dos  que se consagram a Deus pelos conselhos evangélicos: pobreza, castidade e obediência. Hoje existem diferentes formas de vida consagrada, desde os que testemunham a fé em comunidades apostólicas, contemplativas e monásticas, até os que, pessoalmente, se inserem nas realidades profissionais e evangelizadoras, e aí vivem sua consagração e missão. Recordamos aqui os inúmeros institutos seculares.
A VOCAÇÃO RELIGIOSA


          O carisma da vida religiosa está orientado por Deus e para o mundo. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamas à testemunhar Jesus Cristo de maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus.
          Essa vocação no inicio do Cristianismo era conhecida como vida eremitica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos, sociedade de vida apostólica. Os religiosos dão um testemunho radical de Jesus Cristo com sinal visível de sua presença libertadora, disponibilizando totalmente sua vida a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs; vivem em uma comunidade fraterna, partilham tudo que tem, usam o amor sem exclusividade, consagrando suas vidas a um carisma especifico e assumem uma missão também especifica. Um religioso vive em primeiro lugar a sua consagração nos votos, depois, por carisma congregacional por vocação e necessidade da Igreja.
OS VOTOS


            O carisma da Vida Religiosa é um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. Sua vida é um compromisso com o mundo. Destaca o contraste do Evangelho com a sociedade materialista. Fazem três votos como sinais visualizadores de uma realidade futura como sonho, mas presente como necessidade: Viver mergulhado no coração misericordioso do Pai, enxertado na árvore da vida, que é Cristo e alicerçado pela força vibrante e sempre presente do Espírito Santificador.
          O voto é para homens e mulheres que O contempla, sinal de que existe alguma coisa muito maior que simples realidades terrenas. Sinal mergulhado no Cristo histórico e atualizado no Cristo Vivo e Eucarístico presente em todas as comunidades e que aponta as realidades vindouras do Reino já iniciado.
               A vocação religiosa é um chamado a uma vivência radical do batismo. É caracterizada por um constante combate contra a idolatria, especialmente através da vivência dos votos de obediência, castidade e pobreza..
·       VOTO DA OBEDIÊNCIA: quando homens e mulheres colocam-se numa atitude de dependência de Deus. Eles (as) são porta-vozes e braços de Deus. Enquanto a sociedade privilegia o poder, o ter, o (a) religioso (a) responde com seu ser obediente.
·       VOTO DA CASTIDADE: como oferta da própria vida. È a entrega vital que é a sexualidade a uma causa nobre. Vive-se a castidade canalizando a energia fundamental para as obras proféticas geradoras de vida e de esperança nas comunidades cristãs. Não apenas em não manter relações sexuais, mas “amar sem possuir”, mesmo em suas transferências apostólicas, não se apegado (a); estar a serviço de todos. Hoje o amor é confundido com relacionamento puramente sexual, isto é, a instrumentalização do amor e da força da sexualidade.
·       VOTO DA POBREZA: neste voto os (as) religiosos (as) demonstram que o TER não é tudo na vida e sim apenas um instrumento. O mundo de hoje vive o apego demasiado às coisas materiais, vive-se um consumismo desenfreado: “as pessoas valem por aquilo que elas têm e não por aquilo que são”... Para Deus as pessoas não são coisas, elas não valem por aquilo que têm, mas por aquilo que são. É por isso que os (as) religiosos (as) são totalmente desapegados das coisas materiais e tudo o que conseguem na vida dividem com a comunidade.

          O (a) religioso não se distingue pela sua ação, mas pela sua vida, onde convivem com pessoas diferentes (idade, nação, personalidade). Querem viver o Evangelho de um modo especial; vivem em comunidade. É uma forma profética de vida.
         
OS CARISMAS


          Outra característica importante na vida religiosa é o carisma. O carisma é um dom, uma graça, um presente, está relacionado diretamente com o ser da pessoa. É aquilo que ela é, é a ação de Deus na vida da pessoa.
          O carisma é a ação do Espírito Santo que potencia a pessoa para determinada missão.
          Os (as) religiosos (as) vivem um carisma especifico e deriva daí sua missão.
          Costumamos ver os religiosos as religiosas, os irmãos, as irmãs, os padres ligados à uma congregação, à frente de grandes obras: nas escolas, hospitais, missões populares, em mosteiros, comunidades contemplativas e em tantos lugares. Essas são as obras. São frutos de um carisma especial. São frutos do Espírito Santo.
          A vida religiosa inserida é desafiadora na tolerância e no cotidiano da vida dos excluiidos. É uma graça do Espírito Santo, partilhar da vida dos últimos. Ama-se os pobres, não por serem pobres, mas por serem pessoas humanas “preferidas do Pai” < daí a gratuidade do amor.

          Porém, a vida religiosa entra em crise quando deixa de lado a vivência dessa vocação primeira, a radicalidade do batismo, para afirmar somente as suas atividades, práticas. Quando deixa de lado a vivência de sua consagração, o religioso, pouco a pouco, se afasta de seu chamado

          Por isso devemos orar sempre para que cada vez mais, os religiosos, as religiosas e consagrados sejam para o mundo testemunhas de viver com sentido, e para que sejam entre nós sinais vivos e confiáveis do amor de Deus e de seu Reino. Com eles a grande comunidade, que é a Igreja, em sua missão de evangelização. E que muitos jovens descubram que vale a pena doar a vida Àquele que por primeiro deu sua vida por nós: CRISTO JESUS!

A ASSUNÇÃO DE MARIA



Este dogma, proclamado em 1950, no dia primeiro de novembro, pelo Papa Pio XII, por meio da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, afirma a glorificação corporal de Maria, ou seja, que Ela, depois da sua vida terrena, se encontra no estado em que os justos se encontrarão depois da ressurreição final. Maria é assunta em corpo e alma à glória celeste, por vontade de Deus Pai e Jesus Cristo, Deus Filho, no Espírito Santo.
Assunção é diferente de Ascensão. Maria é assunta, ou seja, precisou de Deus para elevá-la ao céu; Jesus ascendeu ao céu, ou seja, foi por vontade própria. Observar que a    
           Assunção de Maria é uma mudança de estado e não de lugar. Não é possível localizar um corpo glorioso.
         
             A Igreja oriental usa o temo “Dormição”
            Maria é imagem e início da Igreja do futuro, aquela que será feita no Reino dos Céus nos finais dos tempos (cf. Apocalipse 21-22; epílogo). Com Maria, uma mulher participa da
Glória do Deus vivo; a dignidade da mulher é reconhecida pelo criador. Por tudo isto é que devemos entender que o nosso corpo, templo do Espírito Santo é para a santidade, não para o pecado, pois iremos todos ao Pai, assuntos como Maria, na plenitude do fim dos tempos.
O dogma da Assunção é consequência da sua Imaculada Conceição, pois de sua parte, a Igreja Católica deduziu estes dois dogmas ao longo do tempo, através de uma reflexão teológica, cujos dados estão contidos, em germe, na Escritura e na mais antiga Tradição. Este principio  de desenvolvimento teológico do dogma, a Igreja o adotou também para outros importantes aspectos doutrinais que não estão sempre claramente explicitados na Bíblia, como, por exemplo, a definição dos 7 Sacramentos e a infalibilidade pontifícia...
Maria, como toda criatura, também foi salva por Cristo: mais do que ter sido "isenta" do pecado original, dever-se-ia adotar o termo "preservada" do pecado original, isto é, beneficiou-Se antecipadamente da redenção feita por Cristo... Assim, Maria gozou imediatamente da plenitude dos frutos da redenção que os demais féis só gozam depois da morte. É certamente um privilégio, mas que não a subtrai da sorte comum dos demais seres humanos: só o antecipa.
O Segundo Concílio de Nicéia (787) distinguiu a veneração aos santos (dulia) da adoração (latria) devida somente a Deus. O recurso fundamental do culto cristão é o que vai ao Pai, através do Filho, no Espírito Santo. O destinatário do culto é sempre Deus. O caminho mais direto é o do Filho para chegar ao Pai.   

APLICAÇÕES SOBRE NOSSAS REALIDADES A PARTIR DO DOGMA
DA ASSUNÇÃO:

            O sentido teológico do dogma da Assunção é riquíssimo. É importante destacar a mensagem luminosa que nos oferece a exaltação de Maria na glória a respeito da dignidade do corpo da mulher e do homem, essa dignidade hoje ignorada e desrespeitada ainda que se pretende afirmá-la.
           
Os corpos sofridos de hoje e sua fome de dignidade
            O Documento de Puebla (1969) já havia vislumbrado a importância do dogma da Assunção no contexto do nosso “Continente onde – ai se lê- a profanação do homem é uma constante” (n.298). Mas é em todo o mundoque a vida se encontra de mil formas ameaçada e os corpos sofridos. De fato, podemos elencar os “corpos profanados” hoje:
  • O corpo da mulher, degradado pela prostituição e pela cultura machista;
  • O corpo do operário, pela exploração e pelo “horror econômico”;
  • O corpo do jovem, pela droga, pelo abuso e pela violência;
  • O corpo da criança, pelo abuso sexual e pelo abandono social;
  • O corpo do preso, pela tortura e por todo tipo de maus tratos;
  • O corpo do consumidor, pelo consumismo e pelo envenenamento químico;
  • O corpo do cidadão, por toda a sorte de violências: urbana, terrorista da guerra
           
            Olhando para Maria, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, templo do Espírito Santo, na expectativa da ressurreição.
            Maria assunta aos céus é a realidade futura por qual todos passaremos. É anúncio da Salvação antecipado por Ela. Assim como Maria, também seremos chamados à termo para prestarmos conta.
            Totus tuus (Todo teu): Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Recebo-Vos em tudo quanto me diz respeito. Daí-me vosso coração, ó Maria. – Lema do Papa João Paulo II, consagrado a Maria, inspirado em São Luís Maria Grignion de Montfort.



MÃE SANTISSIMA, FOSTE ESCOLHIDA POR DEUS E VIVESTE PLENAMENTE ESTA ESCOLHA, AJUDA-NOS A VIVER COMO ESCOLHIDOS E REVESTE-NOS COM SEU MANTO PARA QUE NÃO NOS PERCAMOS NO CAMINHO, PRESERVEMOS A VIDA E ANUNCIEMOS A VERDADE QUE É TEU DIVINO FILHO. AMÉM