terça-feira, 5 de abril de 2016

MISERICÓRDIA

SER MISERICORDIOSO






ORAÇÃO PARA OBTER A GRAÇA DE SER MISERICORDIOSO COM OS OUTROS

Desejo transformar-me em Sua misericordia e ser reflexo de Ti, ó Senhor!
Que este maior atributo de Deus, quer dizer, a Sua insondável misericordia, passe através de meu coração e mina alma ao próximo!
Ajuda-me, Senhor, a que meus olhos sejam misericordiosos para que eu jamais suspeite ou julgue
segundo as aparências, e sim que julgue o belo na alma de meu próximo  e possa ajudá-lo.
Ajuda-me, Senhor, a que meus ouvídos sejam misericordiosos para que leve em conta as necessidades
de meu próximo e não seja indiferente a suas penas e gemidos.
Ajuda-me, Senhor, a que minha lingua seja misericordiosa para que jamais critique a meu próximo
e sim que tenha uma palavra de consolo e de perdão para todos.
Ajuda-me, Senhor, a que minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras para que saiba fazer
só o bem a meu próximo e carregar sobre mim as tarefas mais difíceis e penosas.
Ajuda-me, Senhor, a que meus pés sejam misericordiosos para que sempre me apresse a socorrer
a meu próximo, dominando minha própria fadiga e meu cansaço.
Meu repouso verdadeiro está no serviço a meu próximo.
Ajuda-me, Senhor, a que meu coração seja misericordioso
para que eu sinta todos os sofrimentos de meu próximo. A ninguém recusarei meu coração.
Serei sincera inclusive com aqueles dos quais sei que abusaram de minha bondade.
E eu mesma me encerrarei no misericordiosíssimo Coração de Jesus
Suportarei meus próprios sofrimentos em silêncio.
Que Tua misericórdia, ó Senhor, repouse dentro de mim.
Senhor meu, transforma-me em Tí,
porque Tu podes tudo.

SANTA FAUSTINA


10 EXEMPLOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS

Celebrando o Domingo da Misericordia e com o objetivo de aproveitar este Ano de graça que nossa mâe Igreja nos oferece, trouxemos para você 10 exemplos da misericórdia de Deus em nosso viver diário. Se mencionamos todas as vezes onde a ternura e a ação de Deus está presente, a lista sería demasiado longa e o tamaño variaria de acordo com a experiência de cada um. Esperamos que se sinta identificado com alguma delas.

1. QUANDO NOS SENTIMOS ABATIDOS PELA TRISTEZA
A tristeza pode chegar em qualquier momento da vida. As formas nas quais se reage frente a ela variam de acordo com a idade ea situaçãona qual nos encontremos. Seguramente ninguém se salvará de sentir-se triste em algum ponto de sua vida, porém, o que se é seguro é que Deus não é indiferente à nossa dor. ELE, igual um pai ou uma mãe, se preocupa por seus filhos e se manifiesta através de outras pessoas para fazer-nos sentir melhor. A dor em ocasiões nos converte em cegos renegadores de Deus e não nos permite ver que há muitas situações de nossa vida que estão cheias da misericórdia e do consolo de Deus. Em ocasiões nos sentimos esgotados e tendemos a perder a esperança, cremos que os problemas não tem solução ou que simplesmente nada será suficiente para que voltemos a recobrar a felicidade. Nesses momentos é importante ter em conta que Deus não nos dá ascostas, não nos abandona, não fraqueja como o fazemos nós, ELE é fiel em Suas promessas. «Bem aventurados os que choram, pois eles serão consolados» (Mt 5, 4).

2. QUANDO COMETEMOS ALGUM PECADO
Imaginemos que somos um vaso com água pura. À medida que pecamos a água se turba e se torna negra, já não somos nós, é o pecado quem habita em nosso coração. A misericórdia de Deus nos brinda com a oportunidade de tornar a ser essa água pura e transparente, todos os dias equase a qualquer hora. A confissão é o sacramento divino que Deus nos outorgou para redimir nossos pecados, para descarregar todo o peso que levamos às costas, é a oportunidade perfeita para tornar a começar. Ir a este sacramento não é sinal de debilidade, como muitos costumam pensar, ao contrário, nos faz mais fortes pois temos o valor de reconhecer-nos fracos e pecadores, com sede efome de Deus. Ninguémgosta de fazer uma lista de limitaçoes e erros.Para ninguém é fácil ter que dize-los em voz alta, porém é o meio mais efetivo para estar na verdadeira paz com Deus e conosco mesmos. É quase como dar-nos um bom banho: entramos no confessionário sujos até a cabeça e saimos dele limpos e reluzentes. Enfrentar nossos pecados não é fácil, porém, é a única maneira de aceitar a ajuda de Deus. Em meio de nossa miséria é quando mais se manifiesta a misericórdia de Deus pelo arrependimento e a necessidade de retornar à casa do Pai.

3. QUANDO DEUS NOS DÁ A OPORTUNIDADE DE NOS RFECUPERARMOS DE ALGUMA ENFERMIDADE
Podemos ser nós mesmos quemneste preciso momento padeçamos alguma grave enfermedade, podem ser nossos familiares ou amigos. É um tema muito difícil e doloroso. Frente a ele é importante recordar que Deus em Sua insondável misericórdia nos dá duas oportunidades.
·         A primeira é ser testemunha de fé e valentia enfrentando nossa enfermidade como meio de purificação e não fazendo dela uma carga e sim um exemplo de vida. Muitos santos ofereciam suas dores a Deus e tentavam fazer de sua vida um verdadeiro testemunho de entrega e amor.
·         A outra oportunidade é a cura. A cura pela qual rezamos todos, quando milagrosamente Deus pousa Sua misericórdia em nós e nos sussurra ao ouvido «levante-se e ande» (Jo 11, 1 – 43). A enfermidade pode acompanhar-nos desde o nascimento, pode aparecer em plena juventude ou visitar-nos quando já não nos ficam tantas forças, em qualquer etapa da vida a misericórdia de Deus pode manifestar: o milagre pode ocorrer em um recém-nascido, em uma criança com leucemia, em um jovem ou em um ancião. A ninguém se lhe dá um manual para enfrentar a enfermidade, porém a todos se nos dá a oportunidade de acudir à misericórdia de Deus. Aceitá-la é outro direito. Alguns pensarão "porém, quem não quer a misericórdia de Deus?”. Como seres humanos nos custa aceitar nossa fragilidade e a necessidade de ser ajudados. Podemos chegar a um estado de negação e tomar a atitude errada de sentir que Deus brinca com nossos sentimentos em circunstâncias como estas que provam realmente nossa fé. A enfermidade pode ser esse empurrão que necessitavamos para chegar a ser mais fortes e dar-nos conta do que somos capazes de conseguir.

4. QUANDO NOS MACHUCAM O CORAÇÃO
Mil e uma vez poderão machucar-nos o coração e nãoo me refiro só ao que ocorre em um noivado, pode ser umfilho, um pai, um irmão ou um amigo o que nos machuca o coração. Cada vez que sinto estar «destroçada» penso quão destroçado deve estar o Coração de Nosso Deus, que O deu todo por nós e ainda assim cada vez que pecamos Otornamos a cravar na Cruz. É um muito porém muito bom exercicio: sentiremos que nosso coraçãoferido não é nada comparado com o de Nosso Senhor. Porém, advinhem o que? ELE nos ama tanto que inclusive ante nossosesperneios de corações feridos sente compaixão, nos consola em silêncio, nos oferece calma e nos põe no caminho de outras pessoas que pueden remendam o coração. O que nos faz falta é estar em contato com nossos vizinhos, com os mais necessitados, para dar-nos conta de qual pode chegar a ser um verdadeiro sofrimento. É verdade que nossa dor é real e não podemos minimizar seu dramatismo em nossa vida, porém quando nos sentimos lastimados tendemos a tomar-nos tudo muito pessoal: os olhares das pessoas, os comentários ou as atitudes, e esperamos que todos sintam compaixão de nossa dor, que todos estejam de nosso lado. Deus claramente estará junto a nós durante a dor que experimentamos, porém graças à Sua misericórdia podemos descobrir que não somos os únicos. O erro que cometemos consiste em pensar que a misericórdia de Deus só se pode manifestar mágicamente com resultados positivos.  A verdade é que ante um coraçãoferido Deus poderá por junto a nós um de verdade, um coração que na realidade estejaferido pele dor e o sofrimento, e é ali onde entenderemos que somos afortunados e que além disso estamos em capacidade de ajudar a outros cuja dor não alcançamos a imaginar.
5. QUANDO CONSEGUIMOS PERDOAR
Quão difícil é, quanto custa perdoar o "imperdoável”! A mim me falta muito, porém muito, para perdoar de tudo e pode que crer a você também. É normal, somos seres humanos ealgumas coisas nos custam demasiado, porémchego a entender que o verdadeiro perdão só provém de Deus, de Sua misericórdia. Por nossas próprias forças somos incapazes de perdoar algumas faltas: abandono, infidelidade, assssinato, violência, aborto, etc. Quando se sintam incapazes de perdoar a alguém (como me passa a mím), deixe-o a Deus, peça-LHE: “Senhor, Tu bem sabes quanta dor me causou esta pessoa, sabes também que sou incapaz de perdoar ainda que o tente, por isso recorro a Ti, encha, Senhor meu coração de Tua misericórdia porque não posso fazê-lo eu sozinho”.Já verá como com o tempo sente que o rancor se afasta e o perdão se aproxima mais. O caso de cada um é diferente, porém quando uma pessoa não perdoa se pode identificar com os seguintes sintomas: raiva, ressentimento, desejos de vingança, pensamentos negativos para as outras pessoas, depressão, incompreensão, ansiedade e inclusive ódio. Se vem à sua mente uma pessoa ao ler algum destes síntomas é porque todavia não a perdoou. Quando não se estános sapatos do outro é muito difícil entender as barreiras que lhe impedem a essa pessoa chegar ao perdão. Por isso, quando falar com alguém a quem lhe custe muito perdoar não se converta em um sabe-tudo, não critiques, não julgue, pois só Deus sabe plenamente que passos deve seguir essa pessoa para chegar ao perdão, se é que na realidade o quer.

6. QUANDO NOS EXPERIMENTAMOS SENTIR AMADOS DE NOVO
A solidão se aloja em milhões de corações e às vezes não somos capazes de dar-nos conta de que as pessoas mais proximas a nossas vidas necessitam amor. Deus é o Único que se adverte de cada sentimento que há em nosso interior e assim mesmo se encarrega de por em nosso caminho as pessoas indicadas que possam fazer-nos sentir amados de novo, porém tudo a seu tempo. Temos um Deus que tudo pode, que tudo vê e que também escuta nossas preces, o que temos que entender é que assim como Sua misericórdia é infinita também o é Sua paciência. Porque… Vai que há alguns (me incluo) que somos acelerados e impacientes! Todos queremos sentir-nos amados, absolutamente todos, porém muitas vezes nos esquecemos de que já o somos. Que passaria se cada ser humano sobre a face da terra se sentisse verdadeiramente amado por Deus? Não esqueçamos a que fomos chamados e que nossa existência é valiosa.  O belo de tudo isto é que por misericórdia de Deus cada dia pode ser uma aventura, cada dia pode converter-se no dia em que cremos que nada ia suceder porém tudo sucedeu. Por misericórdia de Deus encontramos o amor uma e outra vez e por Sua misericórdia também imploramos ser amados no silêncio de nosso interior.

7. QUANDO CONSEGUIMOS ALCANÇA UMA META
Todas nossas metas cumpridas só se alcançam pela misericórdia de Deus, que nos da as forças para lutar, para perseverar, para sacrificar-nos, para cairmos etornar-nos a levantar. Recordemos que somos filhos de Deus, não somos qualquer coisa lançada ao azar neste mundo. Não nos esqueçamos de Deus quando estejamos por cima, pois é ELE o único que fez possiveis as coisas. Quando a emoção por uma conquista nos invade poucas vezes nosso primeiro pensamento é para Deus. Se deixasemos que seja ELE quem dirija nossa vida tudo seria diferente. Não nos acostumemos a estar em nossa zona de confortona qual tudo se dá, tudo vem e tudo vai, porém a nosso modo e não ao de Deus. Não nos esqueçamos de fazer nossos planos com Deus, contar-LHE nossos sonhos esusurrar-LHE nossos desejos. ELE escuta porém não atua segundo nossos planos ou nosso relógio atua segundo Sua vontade e Seu tempo, pois o tempo de Deus é perfeito igual das doses de misericórdia que recebemos para poder alcançar nossas metas.

8. QUANDO OCORRE O IMPOSSIVEL
Nossas precesforam ouvidas, esse ser querido que havia partido faz já muito tempo, voltou; a conversión de um familiar ou amigo ocorre; a noticia de umproblema que parecia inalcançavel se anuncia. Milhares e milhares de milagres ocorremdiariamente e alguns são tão pequenos e insignificantes que não lhes damos importância: a chuva, que voltaapós uma intensa seca, os cultivos que dão colheita, a árvore que nos dá sombra, a água e a luz que chegam. O impossivel ocorre cada minuto por misericórdia de Deus para Seu povo. Tudo é obra de Deus que nada esquece, de Deus que rega a terra como Seu próprio jardim, de Deus que permite que essa água lhes dê de beber aos cultivos ou ao gado. O ar que respiramos, o alimento que chega a nossa mesa, as comodidades do lar e a companhia de nossos amigos eentes queridos… O segredo está em descobrir que até a lagarta que se transforma emborboleta ou a mulher "estéril” que concebe umfilho são um milagre, que por misericórdia de Deus, ocorrem dia a dia.

9. QUANDO SOMOS CAPAZES DE AJUDAR OS OUTROS
Não há satisfação maior que a de dar. Sentir-nos úteis é muito importante, não importa a idade, ajudar aos outros nos faz melhores seres humanos e nos permite contemplar o mundo com outros olhos. Sei que muitas vezes se pergunta "porém se não tenho dinheiro cómo posso ajudar?”. Pode fazer de infinitas maneiras:
·         Oferecendo-se como voluntário/a em uma fundação,
·          ensinando a ler aspessoas que não tem acesso à educação,
·         carregando assacolas da anciãgrosseira,
·         ajudando na evangelização,
·         visitando doentes em casa ou nos hospitais,
·         unindo-se a uma campanha pela vida
·         ou sendo porta-voz que permita arrecadar fundos para oferecer umcafé ou um almoçoàs pessoas da rua, etc.
Essa inexplicável sensação que sentimos ao dar é como uma bomba de amor, gratidão e compaixão que estala em nosso interior e transforma nossas vidas para sempre. Essa é a misericórdia de Deus, insondável, infinita e transformadora.

10. QUANDO NOS DESCOBRIMOS FILHOS DE MARIA
Mãe minha de minha alma! Que mais dádiva? Quem pode ser mais afortunado? Por misericórdia de Deus, temos a melhor das mães, a mais bela, a mulher escolhida por Deus Pai para trazer ao mundo a salvação. Nossa Mãe querida não tira os olhos de suas ovelhas, nos consola, nos escuta, nos abraça, intercede por nós ante o Pai e inclusive nos tira do purgatório. Que maravilha! Que misericórdia mais infinita! Deus poderia haver enviado seu Filho só, porém quis demonstrar-nos que Maria era o perfeito exemplo de Filha, Esposa, Mãe e amiga, Deus nos amou tanto que nos fez merecedores de tão grandiosa mulher, da única que viveu na própria carne a dor mais inimaginavel do mundo. Se pensamos em qualquer sofrimento nos daremos conta de que nossa mãe, Maria Santíssima, também o padecieu: Maria concebeu antes do matrimônio e foi rejeitada e expulsa de seu território, lhe negaram pousada na noite em que daria à luz, ficou viúva, pois José morreu antes da crucifixão de Jesus e viu morrer Seu Filhoo da maneira mais violentae vergonhosa que poderia existir na história. Ela mais que ninguém conhece nossa dor, temos sido chamados a ser seus filhos só por misericórdia pois, que melhor amor que o de Maria?

quarta-feira, 30 de março de 2016

PÁSCOA


 
50 DIAS PARA CANTAR ALELUIA!!

Na noite, uma chama vacilante. O sacerdote e as pessoas acenderam suas velas. A luz se expandiu. As trevas retrocedem. A procissão avançou para o altar. A Igreja se encheu de resplandor. A Igreja celebra a Páscoa.
A Vigília Pascal tem um encanto mágico. Nos apresenta o evento mais importante da história humana:CRISTO RESSUSCITOU E VIVE ETERNAMENTE!
O mundo, aparentemente, segue sua marcha, monótona ou entusiasta, entre alegrias e penas. Porém,quem se deixa tocar pela grande Noticia sabe que a morte foi vencida, que o pecado não é a última palavra da história, que o perdão cancelou a condenação.
Sabemos, pelos Evangelhos, que Cristo apareceu a seus seguidores durante 40 dias e logo ascendeu aos céus. Passados 10 dias, os primeiros discípulos receberam o Espírito Santo.
A Igreja celebra este acontecimento com 50 diás de festa, de canto, de esperança. É o tempo do "ALELUIA", do grito que convida uma e outra vez a louvar e dar graças ao Senhor, "porque é eterna Sua Misericórdia".
O Papa Emérito Bento XVI explicava com estas palavras: "O terceiro grande símbolo da Vigília Pascal é de natureza singular, é concernente ao homem mesmo. É o cantar o canto novo, o aleluia. Quando um homem experimenta uma grande alegria, não pode guardá-la para si mesmo. Tem que expressá-la, transmiti-la. Porém, que acontece quando o homem se vê alcançado pela luz da ressurreição e, deste modo, entra em contato com a VIDA, com a VERDADE e com o AMOR Simplesmente, que não basta falar dele. Falar não é suficiente. Tem que cantar" (Vigília Pascal, 11 de abril de 2009).
Temos diante de nós 50 dias de ALELUIA. É a Páscoa, a passagem, a vitória do Senhor. De coração, desde a esperança que ilumina toda a vida humana, felizes Páscoas!

segunda-feira, 28 de março de 2016

RESSUREIÇÃO



RESSURREIÇÃO: FATO OU INVENÇÃO?

Enquanto Preparava esta edição de Páscoa, li argumentos de pessoas dos dois lados do debate da Ressureição: os que defendem se tratar de um fato e os que afirmam não passar de uma fábula.
Minha maior surpresa foi ver que parece que a uma lógica está do lado dos que creem nos relatos dos quatro evangelistas e do Livro dos Atos dos Apostolos.
Acredito na Ressurreição há anos, com base na fé e não na lógica.
Os céticos consideram completamente ilógico que alguém que tenha sido brutalmente executado e, depois, sepultado em um tumulo selado por três dias e três notes tenha ressurgido e aparecido aos seus amigos e seguidores.

SERÁ MESMO?

Um argumento especialmente convincente lembra que tanto crente e descrentes que os discípulos de Jesus estavam dispostos a arriscar suas vidas para confirmar suas histórias sobre o encontro com o Salvador r Ressuscitado.
E vale lembrar que essas mesmas pessoas admitiram estar desanimadas, cheias de dúvidas e que se esconderam para proteger a própria vida apenas alguns dias antes de vê-Lo e começar a espalhara história por todo o lugar.
Quem estaria disposto a sofrer as consequências que eles sofreram-tais como espancamentos, prisão e morte-por uma fábula? Na visão de um analista “sob pressões assim, mentirosas, confessam seus embustes e traem seus comparsas” .
Não foi o que fizeram aqueles discípulos de Jesus.
Era notório que acreditavam no que pregavam.
Um exemplo disso foi o Apóstolo Paulo que, até encontrar Jesus que lhe apareceu ressuscitado, na estrada para Damasco, era um dos mais ardentes perseguidores dos cristãos.

SERIA INVENÇÃO DELES?

Para Paulo e outras testemunhas oculares não existia uma disputa entre a razão e uma fé cega. Falavam do que vivenciaram. Todos tiveram contato com o Salvador ressurgido dos mortos.
Eu também tive. Não. Jesus não apareceu para mim, fisicamente. Mas a minha experiência com Ele tem sido tão real quanto aos dos Seus primeiros seguidores e igualmente maravilhosa.
Como diz o antigo hino: “Quer sabe como sei que Ele vive?”

ELE VIVE NO MEU CORAÇÃO!

ELE VIVE!
Ele vive! Vive!
Cristo hoje vive sim!
Ao meu lado anda,
Comigo fala.
Está sempre junto de mim.
Ele vive! Vive!
Oferece-nos salvação!
Perguntam- como sei que Ele vive
Ele vive no meu coração!

VIVAMOS E CONSTRUAMOS A PÁSCOA NA NOSSA VIDA, POIS ELA É CONTÍNUA.
NÃO É ALGO DO PASSADO, MAS SE RENOVA A CADA DIA NOS GESTOS DE AMOR, DE PERDÃO, DE ACOLHIDA...
SÓ ASSIM A FÉ NA RESSURREIÇÃO É POSSIVEL: PELO TESTEMUNHO DOS QUE CREEM...

FELIZ, ABENÇOADA RESSURREIÇÃO DO SENHOR QUE “NOS CHAMOU DAS TREVAS À LUZ MARAVILHOSA” (II Pd 2,9)

   

SEMANA SANTA 2016 NA PARÓQUIA






































 MAIS FOTOS NO NOSSO ÁLBUM ONLINE

segunda-feira, 21 de março de 2016

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2016



Dia 20 de Março  > Domingo de Ramos
8h00 >  Procissão saindo da Capela Aparecida
8h30 >  Bênção dos Ramos: Capela Menino Jesus de Praga
9h00 > Missa: Igreja Matriz

Dia 21 de Março  > Segunda-feira Santa – Celebração do Perdão
19h30 > Capela Aparecida

Dia 22 de Março > Terça-feira Santa – Celebração do Perdão
19h30 > Igreja Matriz

Dia 23 de Março  > Quarta-feira Santa – Missa dos Santos Óleos
20h00 > Catedral de Santo Antônio – Piracicaba

Dia 24 de Março > Quinta-feira Santa Ceia do Senhor
19h30 > Igreja Matriz e Capela Aparecida  -  Cerimônia do Lava- pés,  Translado do Santíssimo Sacramento e Vigília Eucarística 21h00 às 22h00 


Dia 25 de Março  > sexta-feira Santa
5h00 > Caminhada Penitencial , Inicio Capela Santo Inácio até a Igreja Matriz.
( Ônibus sairá da Praça da Matriz às 4h00 passando pela Capela Menino Jesus e Aparecida e ponto de ônibus perto da rodovia).
15h00 > Ato Litúrgico da Paixão do Senhor e  Adoração da Santa Cruz, na Igreja Matriz
19h00 > Procissão Luminosa do Encontro:
·        Imagem de Nossa Senhora das Dores: saída da Praça Moacir Silva Bueno (caixa d’água)  em procissão, acompanhada pelas mulheres.
·        Imagem do Senhor Morto: saída da Praça Eugênia Bueno Piovesan (Imagem Nossa Senhora da Conceição) em procissão, acompanhada pelos homens.
·        O encontro das imagens acontecerá defronte à Igreja Matriz
20h00 > Apresentação Teatral no Salão Paroquial São Sebastião - Jovens

Dia 26 de Março  > Sábado Santo
19h30 > Vigília Pascal na Matriz e Capela Aparecida

Dia 27 de Março > Domingo de Páscoa
9h00 > Missa da Ressurreição do Senhor  - Igreja Matriz
19h00 > Celebração  da Ressurreição do Senhor -  Capela Aparecida


FELIZ E SANTA PÁSCOA A VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

sábado, 19 de março de 2016

SEMANA SANTA



Vivendo a Semana Santa


A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.


DOMINGO DE RAMOS
Chegamos às portas da Semana Santa. Passo a passo, fomos nos aproximando do cenário no qual Outro pagou a nossa conta. Estamos, também nós, nessa multidão amontoada naquele dia de festa judaica.
Eles e nós temos, sempre, certas escuridões que pedem para ser iluminadas, certas mortes que esperam ser ressuscitadas. Nós estávamos lá. E o que aconteceu lá, para nós acontece hoje. Em Jerusalém existia o costume de dar as boas-vindas aos peregrinos que chegavam para celebrar a Páscoa com as palavras do salmo 118: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Jesus não foi exceção. Ele enviou previamente dois discípulos para que trouxessem um jumentinho e, se alguém estranhasse e perguntasse o porquê, deveriam responder: “O Senhor precisa dele”. Um humilde portador de quem vem como rei em nome de Deus. A tradição iconográfica mostra mais vezes um jumento junto a Jesus: na viagem de Nazaré a Belém, quando Maria levava em seu seio Aquele que nasceria sem o abrigo de uma pousada; na cova do nascimento; e na fuga ao Egito.
O Senhor precisava de… um jumentinho! Detalhe carregado de humanidade e simplicidade, oposto à cavalgadura do poderio. São as necessidades de um Deus que escolhe sempre o fraco e aquele que não vale nada para confundir os prepotentes (1 Cor 1,26-28); e assim se reconhecerá a imagem do Servo tomando a condição de escravo, que não faz do ser igual a Deus uma usurpação (Flp2,6-11), para saber dizer palavras de conforto à pessoa abatida (Is 50,4-7).
É o estremecedor relato do que custou a nossa redenção. Nesse drama está a resposta de amor extremo por parte de Deus. Nossa felicidade, o acesso à graça, teve um preço: Ele pagou por nós.
Devemos nos situar nesse cenário, pois é o nosso, e nele Deus, em seu Filho, obterá para nós a condição de filhos diante d’Ele e irmãos entre nós. É o estupor que experimentava a mística franciscana Ângela de Foligno ao contemplara Paixão: “Tu não me amaste de brincadeira”; ou o realismo com que Paulo agradecerá a doação do seu Senhor: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).
Sem este realismo que personaliza, estaríamos como espectadores ausentes, que, no máximo, acompanham o desenvolvimento do processo de Deus lá da plateia do dó ou da indiferença. Por isso, posso dizer realmente que eu estava lá, que tudo isso foi por mim.
Só quem reconhece esse “POR MIM” adorará o Senhor com um coração agradecido.
Por Dom Jesús Sanz Montes
TRIDUO PASCAL: “DOAÇÃO – PAIXÃO – VIDA
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.
         Mergulhados na infinita bondade de Deus, buscando a conversão do coração como proposta de vida, tentando mudar nossas atitudes e anseios, chegamos mais uma vez às celebrações da Semana Santa, a semana dos cristãos, a semana especial, enfim, a mais significativa das semanas. E toda a liturgia parece nos querer falar de um amor insondável, de um mistério infinito, de uma bondade sem limites. Por que será que toca tanto nossa alma quando relembramos e revivemos os mistérios dos últimos dias do Senhor em nosso meio? Por que a paixão, a dor, o abandono, a solidão, a morte, parecem dizer tanto a nós cristãos? Por que corremos ao encontro daquele que é a Luz que destrói as trevas e elimina o poder da morte?
Destacando aqui, os passos do mistério que vamos celebrar juntos a partir da quinta-feira santa, com a missa vespertina, ou seja, a grande celebração da Páscoa dos cristãos, no que chamamos de “Tríduo Pascal”. Entender bem, estes três momentos fortes como uma única e grande celebração da vida é poder entrar definitivamente na comunhão com o Cristo, única e verdadeira Páscoa. Trata-se, portanto, de uma celebração com três momentos distintos, mas integrados. Três faces de um mesmo mistério: A PÁSCOA!
A Celebração que começa na Quinta-feira Santa, encerra-se na Vigília Pascal. Não há despedia na quinta-feira e na sexta feira, e ne acolhida no sexta-feira e nem na Vigília Pascal. É UMA ÚNICA CELEBRAÇÃO.

QUINTA-FEIRA SANTA
         A Quaresma se encerra com a Liturgia das Vésperas da Quinta-Feira Santa. Com a Missa da Ceia do Senhor – dia da instiuição da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento do Amor- abre-se o Triduo Pascal. Assim establece a orientação litúrgica do Vaticano II. TRIDUO significa “os três días” nos quais se realiza o mistério redentor de Cristo. A Quinta-eira Santa nos oferece o momento sacramental do próprio mistério que vamos celebrar, ou seja, nos oferece o que vamos celebrar de forma permanente. O que Jesus nos mandou celebrar em sua memória, Ele mesmo no-lo deu em seu sacrifício pascal. Com a Igreja perpetuamos ese sacrificio salvífico de Cristo.

ADORAÇÃO EUCARÍSTICA:
Dado que a Sexta-feira Santa é um dia alitúrgico, ou seja, sem a celebração da Eucaristia, e porque nesse dia  se distribui a Sagrada Comunhão, conserva-se o Santíssimo na igreja, para a comunhão dos fiéis. A adoração de ser feita até a meia-noite, em ação de graças pelo dom do Senhor. Não podemos é perder do sentido do “dom da Páscoa” ou o “dom do sacrifício pascal”, que é exatamente o mistério da norte de Cristo. À meia-noite começa o triduo pascal de Cristo.

SIGNIFICADO DA VIGÍLIA EUCARÍSTICA DA QUINTA-FEIRA SANTA
             A Sagrada Escritura nos relata que após a ceia, Jesus sai para ir ao Horto das Oliveiras para rezar, pois sentia próxima sua Paixão e convida seus apóstolos Pedro, Tiago e João para com Ele orarem e vigiarem, pedindo solidariedade neste momento tão difícil (Ler e refletir Mt 26,30-46; Mc 14,26-42; Lc 22,31-46).
O sentido do cortejo na Quinta-Feira santa é acompanhar Jesus que sai da Ceia e vai até o Horto (sentido da mudança de local, ficando tudo em silêncio, de luto, altar despojado das toalhas -Jesus despojado de tudo). A desnudação do altar hoje, é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

Jesus, não precisa de nossa solidariedade, pois já reina Ressuscitado, É o Senhor da Vida e da História. Já não está mais na Cruz. um horário conveniente. Sua morte não foi um ponto final, mas apenas uma vírgula. Mas continua pedindo nossa oração e vigilância e solidariedade para não cairmos em tentação:
Oração para sempre nos mantermos unidos a Ele, para viver a nossa ação de graças pela eucaristia e pela salvação que celebramos nestes dias do Tríduo Pascal, trazendo para o HOJE e nossas vidas os gesto de SERVIÇO e AMOR FRATERNO vividos durante toda Sua Vida e ensinado e ordenado na Ultima Ceia.
Para não cairmos na tentação de só recordarmos este atos apenas como algo do passado, realizados em um tempo e sem significado concreto para nossos dias; não cairmos na tentação do individualismo, do egoísmo, do orgulho, de uma fé morna que não transforma, do consumismo, de julgamentos humanos...
HOJE os gestos de solidariedade são para com todos os nossos irmãos que sofrem o peso da cruz da fome, do abandono, da humilhação, do desemprego, da doença, da falta de moradia, da morte prematura de tantas crianças e jovens. Ser solidário é sentir em nós o amargo da vida do irmão e irmã- como da criança faminta que come seu pão lentamente para que este não se acabe rápido, para não adiar a fome- assim como fez Jesus que assumiu por inteiro todas as nossas dores, nossos pecados e foi obediente até o fim, humilhando-se à morte mais vergonhosa, dada ao pior malfeitor: a Cruz, para nos elevar à condição de filhos e filhas de Deus.
Que nesta preparação para a Páscoa, aceitemos em todos os dias da nossa vida o convite de Jesus:” Eu estou em tristeza de morte. Ficai e vigiai comigo ”(Mt 26,38) para não ouvirmos sua advertência: “Não fostes capazes de vigiar uma hora comigo? (Mt 26,40), e, fortalecidos pela Eucaristia, possamos viver a VIDA NOVA como Ressuscitados com Cristo, sendo solidários, serviçais e amando como Jesus amou, Esta é a Verdadeira Páscoa, pois nosso DEUS ESTÀ VIVO!

SUGESTÃO: Pode-se fazer a entrada solene dos Santo Óleos, citando o que cada um significa
SANTOS ÓLEOS
         A palavra “óleo” tem origem latina “óleum”, derivado do grego “élaion”, que designa extraído dos olivais (elain)
O óleo tem a finalidade faz brilhar o rosto (Sl 103,15) e é símbolo da alegria (Sl 44,8).  Penetrante, sua unção significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética (Ex 29,7). Mesmo edifícios e objetos são consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo é também o unguento que alivia as dores e que fortalece os lutadores, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
A Liturgia da Igreja privilegia três óleos, chamando-os de "Santos Óleos": Óleo dos enfermos, Óleo dos catecúmenos e Óleo do Santo Crisma. Os dois primeiros Santos Óleos são abençoados e o terceiro, o Óleo Crismal, é consagrado na missa crismal que o Bispo celebra com todo o seu presbitério na 5ª feira santa pela manhã (ou quarta feira santa à noite).
·         O Óleo dos Catecúmenos concede a força do Espírito Santo àqueles que serão batizados para que possam ser lutadores de Deus, ao lado de Cristo, contra o Espírito do mal. Este óleo poderá ser abençoado pelo padre, antes de ser usado. Por motivos pastorais, a unção com o Óleo Catecumenal poderá ser omitido na celebração do Batismo, ou antes da celebração do mesmo. O batizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.

·         O Óleo dos Enfermos que, em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo padre, antes da unção do enfermo, é um sinal sensível utilizado pelo sacramento da Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.

·         O Santo Crisma é um óleo perfumado utilizado nas unções consacratórias dos seguintes sacramentos: depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte; na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do neo-sacerdote. Também é usado em outros ritos consacratórios, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas). Em todos estes casos, o Santo Crisma recorda a vinda do Espírito Santo que penetra as pessoas como o óleo impregna a cada um deles que o toca. Ele faz com que pessoas sejam ungidas com a unção real, sacerdotal e profética de Jesus Cristo.

Os Santos Óleos, de modo particular o Santo Crisma, têm caráter sacramental. Antigamente, os Óleos eram guardados dentro de um pequeno sacrário (custódia), costume este que está voltando em muitas comunidades, como sinal de respeito.
As Bênçãos dos óleos são com finalidade sacramental, quer dizer, para uso no sacramento, devendo ser queimado logo em seguida. Não há bênçãos de óleos pela rádio e nem mesmo nas missas para que as pessoas levem para as casas para ungir doentes, por exemplo. 

SEXTA-FEIRA SANTA – Primeiro Dia
         Adentramos o mistério do sacrifício pascal de Cristo. Não há missa em nenhum lugar do mundo neste dia. Há somente a Proclamação da Palavra, desde antiquíssima tradição. A celebração é composta de três partes:  Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e o Rito da Comunhão. Celebramos nesse dia não o sofrimento de Cristo, mas sim seu sacrifício de amor para nossa redenção que culminará na sua Pascoa, plenitude da vida.
         A assembleia reunida e iluminada pela Palavra e pela Prece (as orações feitas, como a oração Universal), se enriquece e é interpelada pela Palavra e pelo exemplo de Cristo. É preciso olhar hoje o sofrimento imposto sobre o povo, como a injustiça, a negação ao acesso ao bem comum da pátria, a corrupção, a autossuficiência e outros males que vão solapando a dignidade humana.
          Acompanhamos este dia com jejum e abstinência de carne, que devem nos lembrar que nossa vida deve ser também doação.

SÁBADO SANTO –Segundo Dia
         Desde o século II este dia foi dia de jejum pleno, como também dia de alitúrgico, ou seja, sem celebração Eucarística. Terminava com uma Vigília que adentrava na madrugada do domingo com a Celebração Eucarística.
Nesse dia aqueles que seriam batizados, os catecúmenos, ficavam reunidos e realizavam os atos definitivos, através dos quais expressavam ou manifestavam sua adesão a Jesus Cristo. Todos os ritos batismais ali se realizavam plenamente. O próprio fazia-se presente nesse encontro, pois esse fato realizava-se em Roma como no também no Oriente.
         Eia, pois o sentido de fazermos a Renovação das Promessas Batismais no Sábado Santo. Além do sentido histórico, recordamos nossa vida banhada na vida de Cristo Ressuscitado. Esse é momento altamente nobre de nossa fé.
         “A Igreja permanece ao lado do sepulcro do senhor, meditando Sua paixão e morte, abstendo-se da missa (a mesa fica sem toalha e ornamentos) até a solene vigília ou espera noturna da ressurreição” (O Casel, La fête de Pâques dans l’Eglise des Pères)
         Santo Agostinho chama essas noite de Sábado Santo de “a Noite santa que é mãe de todas as Vigílias”. Eis, pois, o segundo dia.

VIGILIA PASCAL-Terceiro Dia
         Nele se realiza o Rito Pascal. É a Vigília Pascal, noite santa, noite bela, incomparável. A Vigília Pascal é riquíssima em seus símbolos e em sua manifestação de fé. É uma Liturgia que se foi enriquecendo ao longo do tempo. Ela nos faz como que mergulhar em três dimensões teológicas insuperáveis: memória-presença –espera enriquecida com a realidade de Cristo, Aquele que foi crucificado, mas agora ressuscitado, Ele é nossa Páscoa.  Iniciar essa celebração na escuridão, iluminada pela luz do Círio Pascal é uma das maiores expressões de nossa fé: o Cristo ressuscitado, a luz do mundo! Esse clima e sentido devem invadir toda a celebração da Vigília Pascal, e devemos estar conscientes disso. Eis, pois porque o Círio é colocado no centro do presbitério.

         Enriquecemo-nos nessa celebração com a Palavra que nos traz à memória de toda a História da Salvação, como Deus foi fazendo Sua Aliança eterna de amor e de misericórdia. O Rito da Renovação das Promessas Batismais vem nos lembrar que somos o Povo novo do Senhor, o povo a nova e eterna Aliança, em seu Filho Jesus Cristo. Somos testemunhas de Sua ressurreição e comprometidos com Seu Reino. Ser batizado é comprometer-se com o Reino anunciado e vivido por Jesus. Ainda, a Liturgia Eucarística manifesta o grande dia esperado, o “dia que o Senhor fez para nós”. Tudo o que a Igreja realiza durante todo ao tempo, converge para esse momento e parte dele sempre.

         Estes são apenas alguns apontamentos do Triduo Pascal, para ajudar a vive-lo com intensidade, pois não é possível dizer esse grande mistério de nossa fé com palavras. As palavras ajudam-nos a perceber a imensidão, a nobre e a singeleza da verdade da fé em Cristo ressuscitado. Faça-o verdadeiramente Senhor da sua vida e seja feliz Nele, pois só Nele há futuro. O Espirito de Cristo ressuscitado muda o coração humano, dá-lhe liberdade que redime e liberta de toda a escravidão. Dá-lhe a verdadeira libertação pascal. 

DOMINGOS PASCAIS: É como se fosse um só dia prolongado. Por isso 2º, 3º...Domingo da Páscoa e NÃO DEPOIS da Páscoa.
     Em todos, solenizar a entrada do Cirio Pascal, acendendo-o na porta da Igreja após dizer:Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/”  

OITAVA DA PÁSCOA
Durante uma semana se vive o dia de Páscoa, uma semana em um dia, um dia vivido em uma semana.
Quando a Festa é grande não pode acabar logo, é preciso vivê-la intensamente, imensamente, eternamente!
Toda esta semana é o DOMINGO DA PÁSCOA!
ENTRE A VIDA E A MORTE A VIDA É MAIS FORTE!